loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 30/07/2026 | Ano | Nº 6278
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Reforma da Previdência

ECONOMISTA DESTACA IMPORTÂNCIA DA RENDA COMPLEMENTAR

Com a reforma da Previdência e o quadro de recessão, especialista recomenda que a população busque qualificação profissional

Ouvir
Compartilhar

“É importante entender que qualquer mudança que afete o planejamento do cidadão, ele procura se precaver para ter a menor perda possível. Então essa possibilidade de mudança na Previdência tem feito com que as famílias se reprogramem, pensem e reflitam como vai ficar o futuro. Muita gente avalia que vai ter benefícios, mas talvez a maioria esteja avaliando que vai ter perdas”, afirma o economista Jarpa Aramis sobre a corrida pela aposentadoria. Na opinião dele, a busca crescente pela aposentadoria no Brasil pode estar atrelada à necessidade natural do serviço público de renovar o seu quadro. “Isso acontece por chegar a idade de fato. Tem esse componente, mas o mais importante é que muita gente poderia deixar para se aposentar depois, mas está antecipando exatamente com o receio de seus benefícios serem podados depois da mudança”, diz. Jarpa Aramis reforça a importância – caso seja necessário – de após o processo de aposentadoria a procura por uma renda complementar. “Porque hoje em dia as coisas estão ficando muito complicadas e a economia não vai reagir nem tão cedo, até porque toda medida econômica demora a surtir efeito. Planejar todo e qualquer passo e também projetar a construção de novas habilidades, adquirir novas competências para poder sobreviver nesse mercado altamente competitivo é importante. É preciso lembrar também que a expectativa de vida do brasileiro hoje é muito maior e isso faz com que mesmo com idade avançada, continue vinculado à atividade produtiva. Nunca é tarde para você desenvolver novas competências e fazer com que esse quadro aterrorizante de ir para a inatividade não comprometa as suas fontes de renda”, finaliza o economista.

IRREGULARIDADES

Na avaliação do advogado Krishnamurti Medeiros Santos, é compreensível que os brasileiros agilizem o pedido de aposentadoria pelo receio da perda dos direitos. “A gente tentava orientar aos segurados que não fizessem isso em função de ter grandes perdas aplicadas as suas aposentadorias e benefícios. Então, a ideia era cautela, ter cuidado para que isso não fosse feito em função simplesmente dessa situação de reforma. Lógico, é plenamente compreensível que isso ocorra porque as pessoas sabem que vão perder direitos e estão perdendo direitos e ainda não se deram conta porque os efeitos vão surgir a partir desse início de ano, e a grande massa vai começar a cair em si, porque as regras de transição são extremamente agressivas e a nova estruturação do sistema tende a afastar os segurados da previdência ou do acesso aos benefícios e aposentadorias”, avalia. O advogado Krishnamurti Medeiros Santos, cita um dos trechos da Reforma da Previdência que causa mais preocupação, o parágrafo terceiro do artigo 25: “Considera-se nula a aposentadoria que tenha sido concedida ou que venha a ser concedida por regime próprio de previdência social com contagem recíproca do Regime Geral de Previdência Social mediante o cômputo de tempo de serviço sem o recolhimento da respectiva contribuição ou da correspondente indenização pelo segurado obrigatório responsável, à época do exercício da atividade, pelo recolhimento de suas próprias contribuições previdenciárias”. “Temos uma grande gama de irregularidades e inconstitucionalidades. O que mais choca e que mais ficou evidente a arbitrariedade do governo e da leitura que foi feita sobre a manutenção dos direitos sociais foi o parágrafo terceiro do artigo 25 da emenda, em que trata da possibilidade de anulação das aposentadorias. O nosso ver é que o parágrafo terceiro do artigo 25 da emenda 103 é um dos mais absurdos possíveis, estapafúrdio que foi implantado”, lamenta.

CONCURSOS PÚBLICOS

Shorts Youtube
Play
Suspeito de matar ex-companheira em cavalgada em Igreja Nova é preso

Suspeito de matar ex-companheira em cavalgada em Igreja Nova é preso

Play
Ex-companheiro é condenado por matar professora em Viçosa

Ex-companheiro é condenado por matar professora em Viçosa

Play
Caso Nayane Gaspar: IML conclui exame e aponta causa da morte

Caso Nayane Gaspar: IML conclui exame e aponta causa da morte

Play
Estudante de 13 anos morre após passar mal em escola de Maceió

Estudante de 13 anos morre após passar mal em escola de Maceió

Play
Ladeira da Moenda é liberada após retirada de poste

Ladeira da Moenda é liberada após retirada de poste

Com o aumento do efetivo que corre para se aposentar, a Prefeitura de Maceió explica que preencher as lacunas no serviço público depende de cada área, mas que o estudo e a demanda inicial são realizados em cada secretaria, que acaba por concentrar as informações junto à Secretaria Municipal de Gestão (Semge).

A assessoria do governo municipal confirma a necessidade de realização de concursos públicos. “Necessidade existe, porém, a solução vai depender de cada área (Educação, Segurança, Saúde, Previdência...) e da condição do Município junto à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). É importante observar que a Gestão Pública está se aprimorando e não faz concurso para algumas funções, como serviços gerais, ao passo que outros cargos estão surgindo como necessários, como atuários, administradores, economistas, arquivologistas, entre outros”, segundo a nota encaminhada à reportagem da Gazeta. De acordo com a Prefeitura de Maceió, o município está realizando um estudo junto às diversas áreas para avaliar o que pode ser automatizado. “Em que proporção os cargos precisam ser repostos e quais outros cargos são necessários para aprimorar a gestão e os serviços. No caso da Previdência, foi aberto processo administrativo para analisar quais as áreas que estão carentes, a fim de avaliar a possibilidade real (financeira e orçamentária) de realização de concurso público e reformulação da carreira dos servidores da previdência pública municipal”, finaliza. Já o secretário estadual de Planejamento, Gestão e Patrimônio, Fabrício Marques declara que “o que se tem observado este ano é que não está havendo crescimento em relação ao ano passado, mas isso não significa que a discussão sobre a reforma da Previdência não tem incentivado um pedido maior.

Relacionadas