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Acordo permite vota��o da reforma na C�mara

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Brasília - A discussão da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara é tensa, mas o governo está conseguindo manter o controle da situação. A maioria dos partidos da base aliada não apresentou destaques para votação em separado à proposta de reforma e a previsão é que a emenda tenha sua votação concluída na Comissão amanhã (05). Ontem, no início da sessão na CCJ, o PFL usou de manobras regimentais para tentar atrasar a sessão. Porém, acabou fazendo acordo com o governo para agilizar a votação. Além disso, servidores irritados com a reforma acabaram protagonizando rápidos bate-bocas com deputados do PT. Enquanto isso, deputados do PFL, do PMDB e do PSDB, que se posicionaram-se contra a taxação dos inativos, um dos pontos mais polêmicos da reforma, eram aplaudidos. ?Na próxima eleição, o PT não vai ter um voto sequer de servidor. Estamos nos sentindo traídos pelo presidente Lula ?, reclamou José Marinho dos Santos, auditor fiscal da Receita Federal, que veio do Rio de Janeiro para protestar contra a reforma. ?Eles estão desinformados sobre a reforma; não conhecem a proposta. Fico muito triste em ver que eles estão batendo palmas para deputados do PFL, como é o caso do José Roberto Arruda?, disse Paulo Pimenta (PT-RS), um dos petistas que se desentendeu com os manifestantes. Para evitar as manobras da oposição para adiar ao máximo a votação da emenda, os líderes governistas concordaram em fazer um acordo de procedimentos que permite a ampla discussão da reforma, prevista para encerrar hoje. Até o início da noite de ontem, 22 deputados tinham se inscrito para debater a reforma. Acordo ?Não foi um adiamento; foi um acordo de procedimento pelo qual o governo concordou em ampliar o tempo de debate e a oposição em diminuir o número de destaques para facilitar a votação?, explicou o líder do governo na Câmara, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP). ?O máximo que pode acontecer é ficar alguns destaques para serem votados na terça-feira da semana que vem, mas isso não faz mal a ninguém?, disse o vice-líder do governo na Câmara, deputado Vicente Cascione (PTB-SP). A previsão dos governistas é que deverão ser realizadas cerca de cinco votações nominais na CCJ. Além do relatório, deverá ser votado quatros destaques para votação em separado sobre os temas mais polêmicos, como a taxação dos servidores públicos aposentados e pensionistas, o subteto salarial do funcionalismo nos Estados e a limitação em até 70% das pensões no serviço público.

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