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Deputados querem for�a-tarefa em Satuba

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Os deputados estaduais repercutiram, ontem, na Assembléia Legislativa, a morte do professor Paulo Henrique Bandeira, encontrado carbonizado em seu próprio carro, no município de Satuba. O deputado Paulo Fernando dos Santos (PT) usou a tribuna para defender a vinda da força-tarefa para o município para investigar os motivos da morte e também as denúncias do professor a respeito do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e do Magistério (Fundef). ?É preciso que a Força-Tarefa Federal venha investigar esse crime e suas razões, além de apurar como está o desenvolvimento do Fundef?, disse o deputado. O deputado Francisco Tenório (PSB) foi ainda mais contundente. Para ele, o crime está relacionado com o prefeito da cidade de Satuba, Adalberon de Morais, que, segundo o parlamentar, estaria envolvido em vários atos de violência praticados na região. Câmara O assassinato do professor Paulo Henrique Bandeira Costa também causou indignação e revolta na maioria dos vereadores de Maceió. Ele passou a ser um símbolo do crescimento da violência em Alagoas, comentaram alguns vereadores. A Comissão de Direitos Humanos da Câmara também acompanha as investigações policiais. O primeiro pronunciamento cobrando esclarecimento do assassinato foi do líder do PT, vereador Thomaz Beltrão (PT). ?Vivemos um momento excepcional. Os crimes violentos se multiplicam nos locais mais movimentados. A morte do professor Paulo Henrique exige que o governador Ronaldo Lessa (PSB) assuma o comando da situação. Queimaram vivo um professor que exercia a cidadania?, disse Beltrão. O vereador George Sanguinetti (PSDB) fez um discurso duro condenando ?a pistolagem? que se multiplica. Docentes do município de Maceió e da rede estadual de ensino realizaram uma passeata, ontem, saindo do Clube Fênix até o Palácio dos Martírios, onde realizaram ato público, junto com familiares e alunos do professor Paulo Henrique Costa Bandeira. Eles tiveram audiência com o governador em exercício, Luiz Abílio, a quem oficializaram o pedido de empenho absoluto para que o crime não fique impune. O professor deixou 13 irmãos, esposa e dois filhos, sendo um de 15 anos de idade e outro de seis. Todos, exceto as crianças, participaram da passeata e da audiência com o governo.

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