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Pol�cia Federal entra no caso do professor Paulo Henrique Bandeira

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ARNALDO FERREIRA O seqüestro e a morte do professor de Educação Artística Paulo Henrique Bandeira Costa Barros, que foi acorrentado ao seu próprio carro e queimado vivo, depois de denunciar irregularidades na aplicação de recursos da educação e supostos desvio de dinheiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef) será investigado pela Polícia Federal. O caso chocou até o ministro da Educação, Cristovam Buarque, que foi acionado pela Secretaria de Direitos Humanos do Ministério da Justiça. A secretaria também manteve contatos com o secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, sobre supostas ?dificuldades?, para investigar o assassinato. Numa nota oficial enviada, ontem, ao governo alagoano, o MEC lamentou a morte do professor. A chefia de gabinete do Ministério fez um apelo ao secretário de Justiça e Defesa Social de Alagoas, Robervaldo Davino, a fim de reforçar a elucidação do crime. ?Esperamos que o trabalho da Polícia de Alagoas seja exemplar para o resto do País?, diz a nota. O MEC intercederá também junto ao Ministério Público para apurar as denúncias feitas pelo professor Paulo Henrique e que constam numa carta e numa fita cujo teor a GAZETA DE ALAGOAS publicou na edição de anteontem, sobre irregularidades praticadas pela prefeitura do município de Satuba. Outro detalhe que está claro na nota, é que, além da Polícia, o próprio MEC vai acompanhar as investigações do crime que chocou a opinião pública nacional.

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