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Governador diz que impacto de reajuste na folha ser� de R$ 500 mil

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MARCOS RODRIGUES O governador Ronaldo Lessa (PSB) disse, ontem, que o Estado terá que desembolsar cerca de R$ 500 mil, este mês, para pagar o reajuste garantido na Justiça pelo juiz da 3a Vara estadual Ney Alcântara, que garantiu aos procuradores estaduais 38% sobre seus vencimentos e as viúvas do Estado. Segundo o governador, o impacto na folha supera os R$ 190 mil, apontado pelos procuradores por conta das superpensões que o Estado ainda vem pagando. ?Se forem somados com as pensões altas que ainda temos que pagar, o valor sobe para R$ 500 mil. E isso o Estado não suporta?, disse Lessa em tom exaltado. A revelação foi feita após uma conversa que o governador teve com os professores acampados, em virgília permanente, na frente do Palácio dos Martírios, sede do Executivo estadual. Ele disse, ainda, que o Estado continuará ?lutando na Justiça?, para derrubar o reajuste que se contrapõe ao teto salarial proposto pelo governo de R$ 8.910 e que visa disciplinar os gastos com pessoal. Entre os caminhos que ainda restam à Procuradoria-Geral do Estado, está o julgamento de uma agravo de instrumento impetrado no Tribunal de Justiça e uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) impetrada no Supremo Tribunal Federal. Segundo o procurador Ricardo Méro na Adin, o Estado tenta impedir juridicamente, através de um esclarecimento aos ministros do Supremo, o que define o Artigo 74 da Lei complementar número 7. Além disso, o governador Ronaldo Lessa destacou que existe o caminho político. Desde a semana passada, através do seu vice em exercício, Luiz Abílio (PSB), enviou a Assembléia Legislativa uma proposta de emenda à Constituição Estadual que deixa claro quais os valores do seus próprios vencimentos e dos secretários de Estado. A modificação será nos artigos 49 e 52. A medida é mais uma tentativa de evitar brechas jurídicas que viabilizem mais ações de reajuste contra o Estado. Categorias Sobre a greve dos professores o governador disse que não concordava com o movimento, mas poderia discutir ajustes na tabela oferecida. Além de continuar o diálogo com a categoria. Em relação aos policiais militares e civis, ele confirmou que vem sendo mantido entendimentos entre o Executivo e representantes de todos os escalões de patentes. ?Quanto às polícias continuaremos trabalhando dentro do que posso oferecer?, finalizou Ronaldo.

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