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Reformas: Planalto cobra apoio dos governadores

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Brasília - O Planalto e os líderes aliados na Câmara intensificarão esta semana a cobrança pela presença de governadores na discussão das reformas, especialmente a da Previdência. Os aliados querem que eles se empenhem na defesa do ponto de maior interesse dos Estados: a cobrança da contribuição previdenciária dos servidores inativos. Como arma de pressão, os líderes lembram que emendas de deputados petistas propõem que seja transferida para os Estados a iniciativa de taxar os inativos. O governo não tem interesse em fazer esta mudança, mas também não quer mais carregar sozinho o ônus de proposta tão polêmica. Caso os governadores não trabalhem efetivamente, o Planalto não fará esforços para evitar a aprovação da mudança defendida por petistas na discussão do mérito da reforma, que se inicia esta semana na comissão especial. ?Se os governadores continuarem com pouca solidariedade, ficará difícil segurar algumas teses que eles próprios trabalharam para incluir na reforma?, afirmou ontem o líder do PT na Câmara, Nelson Pellegrino (BA). Pacto Tanto os líderes na Câmara como auxiliares diretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm repetido, insistentemente, nos últimos dias que a taxação dos inativos, com o limite de isenção fixado em R$ 1.058, foi incluída na reforma por imposição dos governadores como forma de equilibrar as contas estaduais. Para Pellegrino, se os governadores têm interesse na aprovação da taxação dos inativos, como foi pactuado com Lula, devem demonstrar isso na prática. ?É ou não é um pacto? Se não for, vamos discutir o que fazer.? Na primeira fase de votação das reformas, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), eles ficaram ausentes. A avaliação palaciana é que ?não atuaram como deveriam?, permitindo que liderados seus votassem contra. Casos registrados pelo Palácio do Planalto foram de deputados paulistas e gaúchos, que, embora sabidamente ligados aos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), votaram contra na CCJ. O chefe da Casa Civil e articulador político do governo, José Dirceu, conversou com alguns governadores na fase inicial de votação das reformas. Mas Lula considera que é preciso intensificar esse diálogo a partir de agora. ?Com o debate nas comissões especiais, quando estará em jogo o conteúdo das reformas, todos que têm interesse em sua aprovação terão de aparecer, mostrar a cara?, tem dito Dirceu nas reuniões.

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