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Governo federal come�a a investigar hoje desvios de recursos do Fundef

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ARNALDO FERREIRA O governo federal começa a investigar, hoje, denúncias de irregularidades na aplicação dos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef) em 55 municípios alagoanos. A devassa começa pelo município de Satuba. O professor Paulo Henrique Costa Bandeira foi seqüestrado e queimado vivo depois de denunciar desvio de recursos do Fundef em Satuba. O caso chocou o País, levando o Ministério da Educação a determinar que as denúncias, gravadas e manuscritas, deixadas por Paulo Henrique, sejam investigadas com rigor. Para isso, chegou, ontem, a Maceió, uma delegação chefiada pelo coordenador nacional do Fundef, Francisco Chagas. O seu primeiro compromisso será às 9 horas de hoje, com o superintendente da Polícia Federal, Paulo Rubim, com quem deve discutir as investigações sobre envolvidos com o desvio de recursos federais destinados ao Ensino Fundamental. Mas o compromisso mais importante será às 10h30, no Palácio dos Martírios, com o vice-governador Luís Abílio (PSB). O coordenador do Fundef procurará obter informações sobre as investigações que envolvem a Prefeitura de Satuba. Francisco Chagas vem a Alagoas por intermédio de uma articulação que envolve o Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinteal), a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e parlamentares ligados à Educação. Um dos coordenadores da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, o alagoano Pedro Montenegro, também faz parte da comitiva. Ele levará para Brasília detalhes sobre as investigações da morte do professor Paulo Henrique.

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