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Justi�a federal transfere matadores de velejador neozaland�s para AL

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MARCOS RODRIGUES Depois de ter recebido e abrigado, com êxito, o mega-traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-mar, a sede da Polícia Federal (PF) em Alagoas virou referência para receber presos perigosos do País. O prédio, considerado de alta segurança, está abrigando agora os dois acusados de terem assassinado o velejador olímpico neozelandês Peter Blake, fato ocorrido em dezembro de 2001, no Amapá. Ricardo Tavares e Israel Pantoja estavam presos no presídio federal do Acre, de onde foram transferidos, há poucos dias, por determinação da Justiça Federal. O superintendente da Polícia Federal, José Paulo Rubim, que confirmou ontem a presença deles em Maceió, revelou que os dois foram condenados por latrocínio (roubo seguido de morte, artigo 157 do Código Penal) e afirmou que, por serem presos federais, podem ser deslocados para qualquer unidade da PF no País, sem necessidade de consulta aos governos estaduais. ?Segundo o ofício do juiz que determinou a transferência dos detentos para o Estado, uma das razões da escolha foram as condições do prédio e da equipe de policiais federais que atua em Alagoas. Eles não têm tempo definido para a permanência no Estado?, destacou Rubin. Ele informou, ainda, que os dois presos, que cumprem pena em celas individuais, não têm condições financeiras para constituir advogado e, por isso, comunicará o fato ao Ministério Público Federal. O secretário-executivo da célula de Defesa Social, delegado Robevaldo Davino deu a versão do Estado para o fato. Ele afirmou que não sabia da estada em Alagoas dos dois presos federais. ?Esse caso envolve presos da Justiça federal e nós não precisamos ser informados. Toda a responsabilidade é da PF?, explicou o secretário.

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