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Política

Sinteal e OAB-AL preparam dois dossi�s para encaminhar ao MEC

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal) e a Comissão de Direitos Humanos da OAB estão elaborando dois dossiês: um sobre municípios alagoanos envolvidos com a criação de escolas e alunos fantasmas para lesar o Fundef, e outro, sobre professores

Por | Edição do dia 25/06/2003 - Matéria atualizada em 25/06/2003 às 00h00

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal) e a Comissão de Direitos Humanos da OAB estão elaborando dois dossiês: um sobre municípios alagoanos envolvidos com a criação de escolas e alunos fantasmas para lesar o Fundef, e outro, sobre professores e trabalhadores que dizem sofrer perseguições e agressões de prefeitos e outras autoridades municipais, como teria ocorrido com o professor Paulo Henrique Costa Bandeira, seqüestrado e queimado vivo depois de denunciar desvio de recursos da Educação no município de Satuba. Os documentos vão ser enviados até sexta-feira para a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, para o Ministério da Educação e a Coordenação Nacional do Fundef, até sexta- feira. A presidenta do Sinteal, professora Lenilda Lima, afirmou, ontem, que o programa de combate ao analfabetismo, por intermédio do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério - Fundef/AL, está sob suspeita. “A Secretaria Estadual de Educação elaborou um relatório onde é apontada a existência de alunos e escolas fantasmas em vários municípios. Isto é muito preocupante, porque todos os relatórios enviados ao MEC sobre redução e índice de analfabetismo podem estar viciados, com números fictícios”, disse a professora Lenilda ao acrescentar que “a existência dessas escolas e alunos fantasmas expõe o Estado a outro vexame grave”, admitiu a presidenta do Sinteal. Já o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Narciso Fernandes, explicou que a Ordem trabalha com o Sinteal na elaboração dos dois dossiês. Este segundo documento, com nomes de professores e trabalhadores da Educação que afirmam sofrer perseguições, ameaças, agressões por denunciar prefeitos envolvidos com desvios de recursos públicos da Educação, será endereçado à Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Cópias seguirão para Procuradoria da República e a Procuradoria Geral de Justiça. A professora Lenilda Lima e o advogado Narciso Fernandes não quiseram adiantar nomes das prefeituras que vão constar no dossiê. (AF)

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