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PERITOS PODEM ENTRAR EM GREVE A PARTIR DO PRÓXIMO FINAL DE SEMANA

Categoria acusa o governo Renan Filho de descumprir promessa para realização de novo concurso público para a Perícia Oficial

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Cenário é mais complicado entre os médicos legistas que trabalham no IML, que reclamam de sobrecarga nas jornadas
Cenário é mais complicado entre os médicos legistas que trabalham no IML, que reclamam de sobrecarga nas jornadas -

Peritos criminais, legistas, técnicos forenses e papiloscopistas ameaçam paralisar as atividades a partir do próximo final de semana, em decorrência da falta de cumprimento do governo Renan Filho (MDB) em realizar concurso público na área forense. De acordo com as categorias, sem a criação de novas vagas, o “tão sonhado Instituto de Criminalística de Arapiraca, compromisso do atual governo, não tem como sair do papel”. Os servidores realizam assembleia nesta quinta-feira, para decidirem sobre a greve. A situação é considerada grave para médicos legistas que atuam em Maceió e Arapiraca. Caso o indicativo de paralisação seja aprovado, serviços de necropsia e exame de corpo de delito, inclusive em presos, deixarão de funcionar nos Institutos Médicos Legais (IML) de Maceió e Arapiraca. De acordo com o presidente do Sindicato da Perícia Oficial de Alagoas (Sinpoal), Paulo Rogério, o processo se encontra atualmente parado na Secretaria da Fazenda (Sefaz), na assessoria de gabinete. “Passamos meses com inúmeras reuniões com o governo. Tudo foi acertado. Queremos tão somente o cumprimento dos compromissos assumidos para 2019. Já são anos de espera por melhorias nos quadros da Perícia”, assegurou Paulo Rogério.

De acordo com os servidores, caso a assembleia aprove a paralisação, devem permanecer apenas os exames para vítimas de crimes sexuais e o Instituto de Criminalística, em Maceió, único do Estado, vai operar com um terço de sua capacidade e com apenas uma equipe para deslocamento aos locais de crimes.

“Exaurimos todas as negociações com o governo de Alagoas. Após anos sem ser ouvidos, esperamos que o desfecho seja o melhor possível”, ressaltou João Guimarães, odontolegista do IML de Maceió. Desde que assumiu o governo, em 2014, o governador Renan Filho não promoveu nenhum concurso público para funções como médico legista. Neste período, oito profissionais da área solicitaram aposentadoria e, embora tenham se afastado do trabalho há mais de cinco anos, ainda permanecem na folha de pagamento como se fossem da ativa, por descumprimento da gestão estadual em aposentá-los. Com isso, não tem como haver substituição, pelo fato das vagas constarem como ativas, segundo denunciou à Gazeta a Associação dos Médicos Legistas do Estado de Alagoas (Amleal). De acordo com declarações do presidente da entidade, médico legista Avelar de Holanda Barbosa Júnior, o governador Renan Filho havia acenado para a realização de concurso público para este ano, o que para ele deve ser descumprido, apesar da “palavra empenhada”. “A situação é precária. A gente continua na mesma situação. Trabalhamos junto ao governo para lançar edital este ano, só que ele não o fez. Ele [Renan Filho] deu a palavra que sairia este ano e não aconteceu. Fizemos a solicitação para 80 médicos para todo o Estado. Se chegar a 60 [legistas] o serviço melhora [são atualmente apenas 34]. Os médicos estão sobrecarregados. O serviço deixa muito a desejar. Há exumações atrasadas, pois nós médicos não temos como sair, senão o serviço paralisa. A situação é muito grave”, pontuou Avelar de Holanda Barbosa Júnior, em recente entrevista à Gazeta.

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