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Fam�lia de Bandeira faz protesto na porta do MP

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Os parentes e amigos do professor Paulo Henrique Bandeira da Costa participaram, ontem de manhã, da celebração de uma missa em frente ao prédio do Ministério Público Estadual (MP). A missa celebrada pelo padre Manoel Henrique ocorreu um dia depois da data de aniversário de nascimento do professor, que completaria 46 anos. O seu corpo foi encontrado carbonizado no dia 4 de junho, nos arredores de Satuba. Um dos irmãos de Paulo Bandeira, João Bosco Costa, explicou que a realização da missa em frente ao prédio do Ministério Público tem o caráter simbólico de reforçar a necessidade de punição dos envolvidos no crime. ?Quando o inquérito for concluído pela Polícia Civil, será encaminhado ao MP, queremos que não haja brechas no processo que favoreça aos culpados?, afirmou João Bosco. O assassinato brutal de Paulo Bandeira ainda deixa abalada a família. O professor tem 13 irmãos. ?Somos de uma família de pessoas idôneas, e não queremos violência, queremos apenas justiça?, enfatizou Bosco. Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) e da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AL, professores e alunos do Colégio Marista, onde Paulo Bandeira também ensinava, estiveram presentes à celebração. Uma faixa mostrava: ?Em lugar de Feliz Aniversário ? Luto, indignação e rigor no clamor por justiça?. O principal suspeito do crime, de acordo com as investigações da Polícia, é o prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes, que se encontra preso no presídio Baldomero Cavalcante, respondendo como autor intelectual de outro assassinato ocorrido em Satuba. Polícia quer mais tempo para esclarecer crime do professor O que a família do professor Paulo Henrique Bandeira da Costa (queimado vido depois de denunciar o envolvimento do prefeito Adalberon de Moraes-PTB, no desvio de verbas da educação de Satuba) mais temia aconteceu: o inquérito que investiga o crime não será concluído no prazo previsto, no dia 4 de julho. O delegado-presidente do Inquérito, Cícero Lima, solicitou à justiça a prorrogação das investigações por mais 30 dias. Ontem, o delegado disse acreditar que em mais 15 ou 20 dias conclui o seu trabalho, apontando autoria material e intelectual do homicídio que chocou o País. ?Estamos concluindo alguns detalhes que são fundamentais para fechar o caso?, disse o delegado sem fornecer maiores detalhes à imprensa. O governador Ronaldo Lesas (PSB) disse que está acompanhando o trabalho na polícia. ?O novo prazo pedido pelo delegado é importante para que o caso seja solucionado e não pairem dúvidas sobre o resultado?, disse Lessa ao prometer que o crime não ficará impune. Já o advogado de defesa do prefeito Welton Roberto disse, ontem, que, nas investigações realizadas pela polícia, ?não existe prova e nem evidência do envolvimento de Adalberon no crime do professor Paulo Henrique?. O advogado sustenta a defesa com base na recente auditoria do Tribunal de Contas do Estado nos recursos do Fundef do município. ?O TC não encontrou irregularidade no Fundef de Satuba?. Sobre a gravação e manuscrito deixado por Paulo Henrique apontando o prefeito, Welton disse, ?não há prova técnica que incrimina o meu cliente em nada?. (AF)

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