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Esc�ndalo do Fundef ficou “abafado”

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ARNALDO FERREIRA O escândalo do desvio de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef) veio à tona há quatro anos, quando o procurador de Estado Márcio Guedes descobriu que o Conselho Estadual de Educação legalizava escolas e alunos fantasmas. O caso envolvia prefeitos de municípios e educadores. A morte do professor Paulo Henrique Bandeira, no dia 7 de junho, queimado vivo depois de denunciar supostas irregularidades do Fundef e desvio de recursos da Educação em Satuba, trouxe as denuncias à tona. O coordenador nacional do Fundef, professor Francisco Chagas, há uma semana, afirmou à GAZETA DE ALAGOAS que ?mais da metade dos municípios alagoanos foram denunciados por irregularidades. As denúncias mais comuns são: atraso no pagamento dos professores, perseguições de servidores, criação de escolas fantasmas e prática de nepotismo nos conselhos municipais encarregados de fiscalizar o Fundef, nos 102 municípios?. Hoje, já se sabe que o número de prefeitos envolvidos chega a 65. A própria Secretaria de Educação tem um inquérito administrativo em fase de conclusão apontando prefeitos e outras autoridades municipais e estaduais com desvios dos recursos que deveriam ser usados para reduzir o elevado índice de analfabetismo do Estado. A ex-secretária estadual de Educação, hoje deputada estadual, Maria José Viana (PSB), foi quem começou a investigar o caso e confirmou as existências das irregularidades. ?Vamos abrir uma CPI na Assembléia para investigar, politicamente, as denúncias?, prometeu Maria José.

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