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L�deres de partidos aliados se queixam de discrimina��o

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Brasília - Com a alegação de ?falta de espaço físico?, o líder do governo no Senado, Tião Viana (PT-AC), deixou de fora do encontro com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, representanes de três partidos que apóiam o governo: o PMDB, majoritário na Casa, com 22 senadores, o PDT, com cinco integrantes, e o PL, com três senadores. O convite para participar do café da manhã ontem com Palocci, no gabinete de Tião Viana, foi restrito a senadores do PT, PSB, PPS e PTB. O líder do governo disse que promoverá outras reuniões com o ministro para atender aos excluídos, mas sua explicação não agradou e seu gesto acabou sendo interpretado como uma ?descortesia?, por classificar os aliados em grupos de primeira e de segunda categoria. ?Concordo que houve discriminação, isso cria um mal-estar e desfaz a imagem de cumplicidade que deve existir entre os partidos?, criticou o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL). Recado Para para o líder do PL, senador Magno Malta (ES), já se tornou ?uma prática, uma discriminação?, lidar com as bancadas de forma superficial. Ele advertiu que ninguém do Palácio do Planalto poderá reclamar quando as legendas ignorarem os pedidos de apoio a determinados projetos: ?Sou líder e até hoje nunca consegui falar com o senhor Palocci. O recado que deixo para eles é que três anos e meio de governo passam rápido e ninguém permanece no poder para sempre.? Entre os petistas que não participaram do encontro, estavam Heloisa Helena (AL), ausente em todas as reuniões dessa natureza, Flávio Arns (PR), que estava fora de Brasília e o líder do governo, Aloizio Mercadante (SP), que disse ter permanecido no gabinete dando entrevista para rádios. Para Mercadante, a iniciativa de excluir senadores da base aliada do encontro foi ?uma falha que deve ser corrigida?. Ele defendeu que os partidos que se consideram parte da base ou que são aliados do governo devem, sempre, ser convidados para reuniões com ministros ou para o debate de temas relevantes.

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