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Porto de Macei� dever� ter rota internacional

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BLEINE OLIVEIRA Um dos passos para o aprofundamento do segundo berço do Terminal de Graneis Líquidos (TGL) do Porto de Maceió foi dado em junho último, quando o Conselho de Autoridade Portuária (CAP) aprovou o Plano de Dragagem elaborado pela administração daquela unidade. A dragagem, que deixará o TGL com uma profundidade de 10,5 metros, vai incluir o Porto de Maceió numa rota internacional que atende navios de maior porte. Mas a execução do Plano de Dragagem, que tem custo previsto de R$ 4,5 milhões, depende da aprovação do governo federal, a quem compete inclui-lo no Orçamento Geral da União para o exercício de 2004. ?Executar essa obra depende da aprovação e liberação dos recursos? - disse o assessor técnico da Administração do Porto, engenheiro Clóvis Pereira Calheiros. O Porto de Maceió, inaugurado em 20 de janeiro de 1941, é o segundo do Nordeste em movimentação de cargas. Mantido sob gestão pública, enquanto muitos portos brasileiros já foram privatizados, o daqui tem obrigatoriamente, que se modernizar para garantir competitividade e eficiência no cenário portuário nacional. Atualmente, dispõe dos mais modernos equipamentos para movimentação de cargas, cinco armazéns, um cais geral, com 400m de extensão, três berços de 10.50m de profundidade, terminal açucareiro com 250m de extensão e um píer para graneis líquidos. O píer para graneis tem 307m de extensão e está projetado para atracação simultânea de dois navios. Entretanto, no momento, apenas um berço está em operação. ?Com o plano de dragagem vamos poder operar com os dois berços? - explicou Clóvis Calheiros. E é justamente, o que vai garantir ao Porto a competitividade exigida pelo mercado. ?Com o aprofundamento vamos movimentar a operacionalização, barateando o custo da operação para todos os segmentos? ? afirma o chefe do setor de engenharia, engenheiro Fernando Crisóstomo. Manutenção Atualmente, a profundidade, ou calado, do TGL varia entre quatro e sete metros na área do segundo berço. No terminal que está em operação, a profundidade é de 10,5metros, com uma pequena variação provocada pelo assoreamento da área. Mas, segundo Fernando Crisóstomo, é um assoreamento pouco expressivo desassoreado com a dragagem de manutenção. O trabalho já previsto no Plano de Dragagem e inclui o desassoreamento do canal de acesso, bacia de evolução e junto ao cais. O material dragado é levado a uma distância de duas quatro milhas do cais, após estudo de impacto ambiental elaborado pela administração do Porto, com monitoramento da Fundação de Estudos e Pesquisa (Fundepes), da Universidade Federal de Alagoas, e do Instituto do Meio Ambiente (IMA/Alagoas).

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