Política
Governador quer pris�o de quem lesou Estado na compra de armas
ARNALDO FERREIRA / MARCOS RODRIGUES O governador Ronaldo Lessa (PSB) promete punição rigorosa para quem lesou o Estado em R$ 650 mil, referentes à compra de armas na Itália. Ele quer o dinheiro de volta e determinou abertura de processos contra todos os envolvidos na operação. Antes de viajar para Europa na comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Ronaldo Lessa (PSB) determinou, ontem, à Procuradoria Geral do Estado (PGE) e à Secretaria de Defesa Social, que providenciem as medidas cabíveis e legais contra as pessoas que teriam lesado o Estado na operação de compra de 110 espingardas Frank, 20 metralhadoras HK e mais 20 carregadores. Indagado por um repórter sobre a possibilidade de o ?golpe? das armas ter tido participação de algum integrante do governo, Lessa reagiu: ?Aliado meu que rouba não é aliado, é um traidor. Não tenho aliado ladrão!?. O governador insistiu em que ?o Estado não pode perder dinheiro. O erário terá de ser ressarcido e os responsáveis desta operação serão rigorosamente punidos?. A operação de compra dessas armas ocorreu em 2001, no final da gestão do ex- secretário Edmilson Oliveira Miranda e começo da administração do ex-secretário e delegado Mário Pedro. O governo alagoano comprou as armas da fábrica Italiana Bereta, através de uma empresa do Paraguai. A negociação, no início, foi feita por Marilúcio Costa. Depois ele foi substituído por Dário do Couto Rebelo, responsável pelo recebimento antecipado do dinheiro. Chamou a atenção, na época, o fato de as armas terem sido pagas antecipadamente. Elas nunca chegaram em Alagoas. Essa transação se deu no início da implantação do Plano Nacional de Segurança do presidente Fernando Henrique e envolveu recursos federais. O chamado ?escândalo das armas? estourou no final do ano passado. Várias negociações foram feitas, mas nenhuma obteve êxito. Processo O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, confirmou, ontem, que instaurou um procedimento administrativo e encaminhou para a Procuradoria Geral do Estado, para que se identifique os envolvidos no processo de aquisição das armas. ?Já encaminhamos, inclusive, o processo para a PGE, que já vem tomando as providências administrativas necessárias para o esclarecimento deste caso?, revelou. O secretário disse que esta semana nomeará um delegado especial para acompanhar o caso.