Política
Entidades cobram puni��o para matadores de professor
Entidades da sociedade civil organizada cobram punição para os matadores do professor Paulo Henrique Costa Bandeira, que denunciou desvio de recursos do Fundef de Satuba. O delegado Cícero Lima, presidente do inquérito que investiga a morte do professor queimado vivo no dia 7 de junho passado depois de denunciar o envolvimento do prefeito Adalberon de Moraes (PTB) no desvio de recursos do Fundef, chega a fase mais delicada das investigações prometendo que indiciará os envolvidos no crime. Ele está ouvindo em sigilo testemunhas que tiveram parentes assassinados em Satuba. Mas reclama de pessoas que sabem detalhes dos crimes e temem ajudar a polícia. ?Estamos fechando o cerco contra os envolvidos. Por isso, não podemos falar muito?, disse o delegado. A esposa do professor Paulo Henrique, professora Celene Bandeira, está atenta e acompanha o trabalho da polícia. Ela ajuda fornecendo novos elementos para investigação. O presidente da OAB, José Areias Bulhões, concorda com o trabalho minucioso do delegado Cícero Lima. ?Nenhum crime pode ficar impune. O caso de Satuba não tem como ficar impune porque existem fortes indícios deixados pela própria vítima?, alertou Bulhões. Um dos integrantes do Fórum contra a violência, Marcelo Nascimento, disse que as 45 entidades do Fórum esperam a conclusão do inquérito. ?A morte do professor é mais um crime hediondo e a impunidade é inaceitável. Paulo Henrique morreu denunciando desvio na Educação?. O presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, deputado Paulo Fernando dos Santos-Paulão, disse que a morte do professor faz aumentar a preocupação da sociedade. ?A nossa polícia está desaparelhada para as investigações técnicas e científicas em casos como esse de Satuba. O que nos preocupa é com a demora da elucidação do crime. Temos aí os crimes de Silvio Viana, Dimas Hollanda, do eletricista José Joaquim, Andresson, que lotam a galeria da impunidade por causa das deficiências técnicas da polícia?. Já o coordenador estadual do Fundef, professor Milton Canuto, reconhece as dificuldades técnicas da polícia, porém destaca o esforço das autoridades em esclarecer o crime. ?Espero que aconteça logo o desfecho deste caso e que a lei seja implacável com os envolvidos?.