Política
Relat�rio do TC confirma den�ncias contra Adalberon
MARCOS RODRIGUES A divulgação do relatório parcial das investigações feitas por auditores do Tribunal de Contas de Alagoas (TC), ontem, pelo presidente do órgão, Edval Gaia, confirma as denúncias do professor assassinado Paulo Henrique Costa Bandeira, sobre a má-aplicação de recursos do Fundo Nacional do Ensino Médio e Valorização do Magistério (Fundef) e incrimina ainda mais o prefeito da cidade Adalberon de Moraes. Os técnicos descobriram, ainda, que um engenheiro da prefeitura teria se beneficiado de licitações para obras no município, através de sua empresa. Segundo os técnicos, no ano de 1999 a referida empresa executou 90% das obras realizadas na cidade. As construções foram realizadas com recursos federais do PDDE e Pape. Para o presidente Edval Gaia, os fatos descobertos até o momento demonstram a seriedade do trabalho, mas prefere aguardar a conclusão. ?Quando isso acontecer faremos um sorteio do conselheiro relator a fim de que ele emita parecer que seguirá para o Ministério Público?. Denúncias Especificamente sobre as denúncias envolvendo o Fundef, os técnicos relataram que o Conselho de Acompanhamento e Controle Social vinha trabalhando de forma irregular. Basicamente todos os indicados para a função mantinham ligações com o prefeito do município. Os recursos enviados para o município, segundo os técnicos, foram desviados de função e serviram para a compra de um veículo para a Secretaria de Administração. Quanto à parte do dinheiro que deveria servir para pagar professores também foi deslocado para pagamentos de diárias. Além disso, as investigações encontraram problemas em licitações e na comissão específica para essa atividade. Constam ainda que existem indícios de irregularidades em notas fiscais que já foram enviadas para análises na Secretaria da Fazenda. Defesa Segundo o advogado Welton Roberto, o relatório não apresenta elementos que possam levar a cassação do prefeito Adalberon. ?Não tem nada sobre o Fundef até onde conheço que prejudique o prefeito. Sobre o carro, por exemplo, num município pequeno, é comum que se desloquem recursos para outra áreas?, disse. O advogado ressaltou, ainda, que estas contas que, hoje, o TC contesta foram aprovadas pelos próprios conselheiros.