Política
Camerino admite interesses pol�ticos
Mozart Luna O procurador-geral de Justiça, Dilmar Camerino, admitiu, ontem, ter sido criada uma ?onda? de denúncias de caráter político em torno dos recursos do Fundef em Alagoas, depois da morte do professor de Satuba, Paulo Bandeira. A declaração do procurador ocorreu, pela manhã, na Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) que estava acompanhado do representante do Conselho Superior do Ministério Público, Vlademir Bessa. ?O Ministério Público não vai servir de instrumento político para ninguém e vai continuar procedendo com zelo e prudência, para não atingir a dignidade das pessoas envolvidas nem ferir princípios jurídicos, onde os acusados são inocentes até que a culpa seja provada?, alertou. Camerino disse que vem sendo pressionado para divulgar a relação dos 55 municípios, mas que não irá colocar a público os nomes dos prefeitos até que tudo seja apurado devidamente. Relação Dilmar Camerino, que estava de posse da relação dos 55 municípios com problemas com o Fundef, fez questão de frisar que todas as denúncias não são, necessariamente, atos de improbidade ou crime. ?Muitas das denúncias são antigas e dizem respeito a atraso de salários e uso inadequado de veículos para transporte de alunos?, disse ele, acrescentando que estes problemas podem ser resolvidos com a assinatura do Termo de Ajusta de Conduta. O procurador disse, ainda, que os procedimentos, que vêm sendo instaurados em alguns municípios do interior, sobre mortes por fome ,são para apurar se houve omissão de quem de direito, mas ressaltou que não se pode incriminar um governante pelo desemprego ou miséria se ele não tem recurso para resolver o problema. ?Quem poderá incriminar o presidente Lula, se o Programa Fome Zero não der certo??, finalizou.