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Ronaldo Lessa diz que greve de ju�zes � “ilegal e sem sentido”

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MARCOS RODRIGUES O governador Ronaldo Lessa (PSB) disse, ontem, à imprensa, que a greve do Judiciário contra a reforma da Previdência, anunciada para o próximo mês, não tem amparo legal nem sentido para existir. O movimento de paralisação dos magistrados está marcado para acontecer de 5 a 12 de agosto, depois que juízes de todo o Brasil, reunidos em Brasília, não conseguiram dialogar com os representantes do governo. ?Fico triste com a decisão, porque acho a greve ilegal e sem sentido?, analisou o governador, um dos defensores das reformas propostas pelo governo federal. A posição de Lessa, contrária ao movimento paredista dos juízes, aconteceu durante a abertura do 31o Governo no Interior, ontem, na cidade de Branquinha. Juízes O presidente da Associação dos Magistrados de Alagoas, Fernando Tourinho Filho, lidera o movimento, no Estado. Desde a decisão de paralisação da categoria, ele vem articulando o movimento. Na terça-feira, Tourinho manteve contato com parlamentares alagoanos. Segundo ele, o movimento tem sentido. E quanto à fala do governador, contrária à mobilização, ele atribuiu ao desconhecimento do texto da reforma. Para ele, o que contém a emenda torna o movimento legítimo. ?Dizer que é sem sentido é não conhecer a proposta de reforma encaminhada pelo governo federal. Ela enfraquece o Judiciário. Além disso, existem acordos entre os magistrados e o governo federal que foram descumpridos?, rebateu o presidente da Almagis. Ele lembrou, ainda, que antes da decisão pela greve foram tentados vários canais de negociação que não evoluíram. Embate No Estado, o governador voltou a ter embates com o Judiciário quando da aprovação do teto R$ 8.910. A lei foi enviada para o Legislativo sem ser discutida com os magistrados alagoanos. Sua inexistência e definição clara de valores para os vencimentos sustentavam liminares contra o governo. Por isso, o governador já havia criticado os juízes que vinham concedendo liminares a pensionistas e aos procuradores estaduais, para que recebam seus subsídios acima do teto apresentado. À época, a crítica maior foi para o pedido de prisão e multas contra o secretário de Administração, Valter Oliveira. Na verdade, o governo só estava reproduzindo o discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que desde que assumiu vem intensificando o discurso contra o que considera ?privilégios?.

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