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Irregularidades p�em munic�pios de Alagoas sob investiga��o federal

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MARCOS RODRIGUES O Estado está sob investigação federal. Depois da repercussão e comoção provocadas pela morte do professor Paulo Henrique da Costa Bandeira, em maio deste ano, os órgãos de fiscalização federal passaram a incluir Alagoas em seu roteiro de devassas. Agora, além da força-tarefa da Auditoria Geral da União, que fiscalizará a aplicação de todos os recursos federais repassados a Satuba, chegou mais uma. Trata-se do grupo que investigará desvios e sonegação envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Início Os primeiros levantamentos sobre as verbas federais enviados à Satuba começam a ser investigados pelos técnicos da Auditoria Geral da União, a partir de segunda. Os técnicos investigarão todos os recursos enviados e suas respectivas aplicações, além da legalidade dos processos em que foram aplicados. Já as empresas que estão em débito com o INSS começam a ser listadas a partir desta semana. Da força-tarefa da Previdência, farão parte a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e técnicos da própria Previdência. Cada órgão deverá indicar os membros que farão parte do grupo. Segundo Ronaldo Medeiros, gerente-executivo do INSS, no Estado, o trabalho de investigação será por tempo indeterminado. ?Esses levantamentos serão feitos em todos os contratos que envolvem o órgão. Isso já vem sendo feito em 13 estados e considerado um procedimento de rotina?, afirmou. O foco das diligências será definido em breve. Mas pode envolver empresas privadas sonegadoras e prefeituras. O alcance do trabalho abrangerá instituições públicas e privadas. Recuperação Segundo o superintendente da Polícia Federal em Alagoas, José Paulo Rubim Rodrigues, o trabalho será também para recuperação de valores. ?Essa atividade tem o objetivo de recuperar valores subtraídos da união. Por isso, nesse sentido, já vínhamos realizando levantamentos de dados sobre o Estado?, revelou o delegado, sem adiantar detalhes. Mas a PF jogará peso nas investigações. A prova disso é que já acionou sua delegacia de Crimes Previdenciários. Conforme explicou a coordenadora nacional, delegada Viviane da Rosa, o objetivo é que cada Estado tenha uma base própria para as investigações. Ela disse que todo o trabalho tem como referência as investigações ocorridas no Rio de Janeiro, para a prisão da quadrilha comandada pela advogada Georgina dos Santos. ?Aprendemos a investigar quadrilhas organizadas, depois daquele episódio?, disse. Por este fato, também está em Alagoas o coordenador dos trabalhos naquele Estado. Gilson Aquino manterá contatos com o grupo para repassar detalhes do processo investigatório.

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