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Sucess�o de K�tia for�a defini��es de grandes partidos

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ARNALDO FERREIRA O partidos mais fortes da política alagoana, PSB, PMDB, PSDB e PTB, afunilam a disputa pela Prefeitura de Maceió. Os projetos ficam mais visíveis e esmagam as pré-candidaturas de partidos pequenos. Os caciques da política alagoano: o governador Ronaldo Lessa (PSB), os senadores Renan Calheiros (PMDB), Teotonio Vilela (PSDB) e Heloísa Helena (PT), se movimentam freneticamente, em Brasília e em Alagoas, para manter seus espaços e prestígios políticos. Lessa, por exemplo, candidato a senador, em 2006, trabalha a sua imagem nacional, em viagens com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e entrou na linha de frente das discussões das reformas tributária e da Previdência. O governador luta para garantir o teto salarial prefixado, como defendem os colegas governadores e o presidente da República. A estratégia para dar visibilidade na imagem nacional do governador tem à frente o jornalista Ari Cippolla. O problema de Lessa, neste momento, é doméstico. Para se fortalecer na disputa de 2006, quando pretende ganhar a vaga de senador, o governador precisa aumentar a sua base em Alagoas, para não ficar tão dependente do PMDB e PSDB. Porém, o seu partido vive a crise da vaidade e os dirigentes não se entendem. Tudo começou a desandar com as divergências entre a deputada Maria José Viana (PSB) e a secretária-executiva de Educação, Rosineide Lins. As duas eram amigas e entraram em rota de colisão, desde que Rosineide fora obrigada a concluir o inquérito administrativo apontando municípios que mantinham escolas e alunos fantasmas e se envolveram com desvios de recursos da Educação. O inquérito foi aberto pela então secretaria de Educação, Maria José, que, ao se candidatar a deputada estadual, teria engavetado o processo administrativo. Hoje, a deputada e a secretária se acusam, mutuamente, de prática de nepotismo na Educação e expõem o partido ao ataque da oposição. Na tentativa de abafar a crise, o secretário de Articulação Política do PSB, Wellison Miranda ? uma espécie de soldado da tropa de choque do governador ? e o presidente do partido, médico Jurandir Bóia, passaram a trocar farpas, através da imprensa. Segundo fontes, Wellison ajuda o grupo que há algum tempo ?frita? a deputada Maria José. Já o presidente Jurandir Bóia, além de desautorizar o militante, cobrou respeito ao mandato da deputada. No meio desta confusão toda, tem ainda uma disputa surda entre os deputados federais Givaldo Carimbão e Maurício Quintella, e o vice-prefeito Alberto Sexta-Feira, que tentam ser o candidato do PSB à sucessão da Prefeitura de Maceió. Os três percebem o crescimento das candidaturas da senadora Heloísa Helena e do deputado federal João Lyra (PTB) e não conseguem empolgar o eleitorado. Agora, os três cobram do partido mais agilidade na definição do candidato a prefeito. Nessa estratégia, fica claro que o PSB, mais uma vez, aposta que o candidato das forças que apoiam Ronaldo Lessa e Kátia Born, sairá mesmo do grupo socialista. Lessa, esta semana, deverá definir a data da pré-convenção e manterá conversas reservadas com os dirigentes, a fim de evitar as polêmicas e divergências internas. Téo candidato? A movimentação dos socialistas tentando emplacar uma candidatura, deixa os tucanos e os pemedebistas com as orelhas em pé. Os dois partidos da base do governo querem discutir primeiro o processo eleitoral e depois o melhor nome para encarnar a candidatura do grupo. O PSDB, por exemplo, apresenta os nomes do senador Teotonio Vilela; do ex-presidente do Sebrae, Sérgio Moreira; e da ex-secretária nacional dos Direitos da Mulher, Solange Jurema, como alternativas para compor uma chapa majoritária governista. Mas os tucanos não têm consenso e tentam se manter fortes dentro das bases.O próprio senador Teotonio Vilela assegurou para a GAZETA DE ALAGOAS que não é candidato a prefeito de Maceió. ?Não existe a menor possibilidade de isso acontecer. Acabo de sair de um processo muito difícil. Não existe possibilidade de renunciar um mandato de oito anos que mal acabei de assumir?, disse o senador. Ele revelou, ainda, que experimenta, com sucesso, o trabalho político de oposição ao PT. ?Em 2006, estaremos de volta com o nosso candidato à Presidência da República?. O candidato deverá ser Fernando Henrique Cardoso. Ao ser questionado se FHC aceitava ser candidato, novamente, à Presidência, Teotonio Vilela desconversou: ?Além de FHC, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; o governador de Minas, Aécio Neves; e o do Ceará, Tasso Jereissati, estão bem colocados nas pesquisas e têm condições de ser o nosso candidato para levar o PSDB, novamente, a governar o Brasil?, avaliou. PMDB O PMDB é mais discreto. Trabalha para fortalecer as bases municipais e as candidaturas aos governos dos estados, em 2006. Tanto que o líder do partido no Senado, senador Renan Calheiros, semanalmente, visita as bases do Interior. Neste fim de semana, escolheu a região Norte. Montou a base em Maragogi e só aliados mais íntimos tiveram acesso. Com a senadora Heloísa Helena, Renan é o político alagoano que mais tem espaços na mídia nacional. Renan, porque conseguiu aprovar o projeto que restringe o porte de arma para os cidadãos e passou apoiar Lula, depois de votar em FHC para presidente. Já Heloísa, por causa de sua pregação contra o próprio partido (PT). Os dois têm diferentes projetos políticos: Renan é candidato ao governo, em 2006. Heloísa, se continuar no PT, é candidata a prefeita de Maceió. Se tudo der errado, a senadora vai se engalfinhar com Ronaldo Lessa, que é candidato ao Senado, e ela, à reeleição, em 2006. Candidaturas do PT No Partido dos Trabalhadores, as divergências são enormes e profundas. A unidade é um discurso vazio. As alas mais à esquerda demonstram que nunca engoliram Lula e nem a corrente do presidente: ?Articulação, Unidade na Luta?. Dois candidatos a prefeito de Maceió desistiram. O primeiro a desistir foi o vereador Judson Cabral, que declarou apoio à candidatura do presidente do partido, deputado Paulo Fernando dos Santos - Paulão, e vai disputar a reeleição. A outra desistência foi do cardiologista Aliomar Lins, que tentou emplacar uma candidatura de consenso, de unidade e desistiu. Heloísa disse que não tem a menor intenção de sair do PT e afirma não acreditar na sua expulsão. Desta maneira, está convicta que será candidata a prefeita. Porém, ainda terá de passar pela pré-convenção do partido. Uma outra mulher petista: a médica Angela Lopes, está sendo lançada como candidata. O nome da médica fora confirmado, na sexta-feira, pela presidenta do Diretório Municipal do partido, Cláudia Amaral. ?Com a saída do companheiro Aliomar Lins, surge a candidatura da companheira e médica Angela Lopes?. Operação Quem trabalha forte nos bastidores e com estratégias semelhantes à do governador Ronaldo Lessa, para chegar ao poder, é o deputado federal e industrial João Lyra (PTB). Lyra tem bases para o seu projeto político de chegar à Prefeitura, dentro da Assembléia Legislativa e na Câmara dos Vereadores. Como fez Lessa, montou uma operação que nos bastidores é chamada de ?operação moagem?, que atrai partidos pequenos, pré-candidatos e cabos eleitorais fiéis. A estratégia permite o PTB contabilizar como certo os apoios do PSL, do PTdoB, PAN, Prona e PMN, que estiveram engajados no projeto de reeleição de Ronaldo Lessa. O presidente do diretório do PSL, deputado Antônio Hollanda, não esconde: ?Somo aliados do PTB. Se o PSL não lançar candidato a prefeito, deveremos apoiar João Lyra a prefeito de Maceió?, admite, abertamente. O líder do PTdoB, Marçal Forte, faz discurso exaltando a candidatura de Lyra. Já o presidente do PMN, também pré-candidato a prefeito de Maceió, deputado Cícero Amélio, dá demonstração de apoio à ?operação moagem?. Nos bastidores cogita-se, inclusive, a possibilidade de uma aliança entre Amélio e Lyra. O presidente do PSC, Marcos André, que é da base mais próxima do governador, também já compõe o grupo.recursos para reduzir o déficit de 50 mil moradias.

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