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Moderados do PT somem das passeatas

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ARNALDO FERREIRA A divisão nacional no Partido dos Trabalhadores-PT, motivada pela discussão das reformas da Previdência e Tributária, além de comprometer a governabilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, piora as relações petistas nos estados. Em Alagoas, por exemplo, a falta de unidade entre moderados e radicais petistas é percebida nas manifestações de rua. Os petistas com visibilidade na política partidária, como o próprio presidente do partido, deputado Paulo Fernando dos Santos, ?Paulão?; o secretário de Articulação Política, jornalista e compadre de Lula, Adelmo dos Santos; o líder do ?PT de Cara Própria?, jornalista e advogado Ricardo Coelho (hoje delegado do Trabalho) e o ex- presidente da CUT, Évio Lima (atual delegado do Ministério da Agricultura), desapareceram das ruas. Mesmo assim, fazem críticas discretas às reformas. Já a ala radical do PT, ligada às tendências O Trabalho; Articulação de Esquerda, Democracia Socialista, a mesma da senadora Heloísa Helena, se juntou ao PSTU e outros partidos de esquerda, para participar das manifestações de greve, nas passeatas e fazem discursos inflamados contra o próprio Lula. A vice-presidenta da CUT e também presidenta do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Lenilda Lima, na quinta-feira, estava à frente da passeata dos servidores federais que cruzou as ruas centrais de Maceió. Em frente ao palácio do governo, Lenilda fez um discurso que quem ouviu e não conhece os bastidores políticos dos partidos, jamais acreditaria que a presidenta do Sinteal é do PT. ?A mensagem da Central Única dos Trabalhadores é de Luta. A nossa mensagem é para o presidente Lula entender que os trabalhadores não vão se submeter a esta reforma imposta pelos banqueiros internacionais. Não vamos admitir o teto que os governadores querem. Ou param as reformas ou nós vamos parar o Brasil?, afirma Lenilda Lima, uma das petistas ligada à ala radical do partido, e que, além de Lula, não poupa críticas também ao governador Ronaldo Lessa (PSB). Heloísa Os moderados estão calados e ocupam cargos estratégicos na estrutura federal. Garantem que Lula foi eleito para promover transformações lentas e graduais. Isto é o que sustenta o jornalista Adelmo dos Santos. Os moderados afirmam que por traz dos radicais está Heloísa Helena. A senadora só se refere aos moderados como ?os companheiros da boquinha calada e pancinha cheia?. A saída de Heloísa do PT é tida como certa no dia 11 de setembro. Mas enquanto não sai do partido faz um estrago enorme. Sexta-feira, por exemplo, a senadora, ao defender os servidores públicos e a manutenção de suas conquistas na reforma, disse que não se sente ?Os fundadores e economistas que participaram da elaboração do governo do Lula classificam os termos das reformas como uma negociata. Se isso fosse dito por mil gerariam histeria dentro do partido? - afirmou Heloísa diz que as políticas sociais e de previdência desastrosas no mundo inteiro continuam sendo impostas no Brasil. ?Não posso admitir e aprovar que as conquistas dos trabalhadoras sejam retiradas para construir superávit que interessam aos banqueiros do capital internacional?.

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