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Caso Jeams: Adalberon e seus seguran�as v�o a julgamento

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O juiz-substituto de Satuba, Sérgio Wanderley Persiano, envia, a qualquer momento, o processo que apura o assassinato do assessor parlamentar Jeams Alves dos Santos (ele foi morto numa emboscada, no dia 30 de dezembro passado, à porta de sua casa, no centro da cidade de Satuba), para o promotor Jorge José Tavares Dórea fazer as alegações finais contra os acusados no crime. Os três acusados, o prefeito Adalberon de Moraes (PTB) e seus seguranças, os cabos da PM Geraldo Augusto Santos da Silva e Amâncio Oliveira Lima, vão a julgamento, por crime de homicídio qualificado. Quando o magistrado determina ao Ministério Público que faça as alegações finais para os réus, em crimes de homicídio, quer dizer que eles vão a julgamento, segundo explicou o promotor Jorge Dórea. Nesse caso específico, quer dizer que os três acusados vão a julgamento por crime de homicídio qualificado e se forem condenados estão sujeitos a pena de até 30 anos de prisão. Assim, a Justiça fecha o cerco em torno do caso. O promotor Jorge Dórea confirmou, ontem, que o processo instaurado para esclarecer o crime de Jeams Alves dos Santos está na fase final. ?Vamos preparar as alegações finais e em 30 dias os réus serão julgados?. O prefeito, porém, tem direito a julgamento em fórum especial, por causa do cargo que ocupa. Ele será julgado em separado, pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Já os cabos Lima e Augusto, não têm o mesmo privilégio legal. Vão sentar-se no banco dos réus do Fórum de Satuba. ?Nas nossas alegações, vamos manter o mesmo teor da denúncia. O prefeito Adalberon de Moraes será julgado, no Tribunal de Justiça, como autor intelectual do crime, e os cabos da PM, como autores materiais do assassinato?, adiantou o promotor, ao sustentar a tese de crime de homicídio qualificado para os três acusados, que permanecem presos há 40 dias. Esse crime foi esclarecido porque Jeams, antes de morrer, teve forças suficientes para dizer, a várias testemunhas, quais foram os autores materiais do crime e apontou o prefeito como mandante. A inimizade com Adalberon teria começado depois de uma discussão em um bar. O assessor parlamentar era ligado ao grupo de oposição. Adalberon ganhou a fama de violento, depois de agredir duas prostitutas num motel em Brasília, quando participava, em 99, de um encontro nacional de prefeitos. Ele não quis pagar o ?programa?. O escândalo foi noticiado nos principais jornais do País. A partir daí, passou a ser apontado em outros crimes. Voltou ao noticiário nacional em junho passado. O professor de Educação Artística Paulo Henrique Costa Bandeira, antes de ser seqüestrado e queimado vivo, deixou um manuscrito e uma fita, denunciando o prefeito de desviar recursos da Educação e de jurá-lo de morte. Os dois delegados que investigam o crime, Cícero Lima e Maurício Duarte, afirmam ter provas para indiciá-lo em mais um homicídio. O advogado de defesa Welton Roberto espera que seus três clientes sejam liberados, por meio de um habeas-corpus que será julgado no Supremo Tribunal de Justiça, até o dia 12 de agosto. Porém, admite que os três vão ser julgados: o prefeito no TJ e os cabos da PM no tribunal do Júri. ?Nos julgamentos, vamos defender a tese de negativa de autoria. Não há provas do envolvimento dos meus clientes na morte de Jeams?, sustentou o advogado.

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