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Lessa:“Macei� tem problemas de saneamento e no sistema vi�rio”

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ARNALDO FERREIRA O governador Ronaldo Lessa (PSB), em entrevista à GAZETA DE ALAGOAS, admitiu que existem ?equívocos? na administração municipal e no próprio governo. No caso particular da Prefeitura de Maceió, o governador revelou problemas que precisam ser corrigidos em setores como saneamento básico e na malha viária da cidade. Com relação ao crescimento do número de favelas, observou que este é um problema nacional provocado pela difícil situação econômica do País. ?O crescimento das favelas não é um problema com origem na administração de Kátia?, defendeu. Lessa rechaçou a pressão dos históricos do PSB, que querem a sua candidatura para a Prefeitura de Maceió. Porém, prometeu que vai trabalhar para que seu partido não perca as eleições municipais na capital. - Nos bastidores, comemora-se o sucesso da divulgação do projeto Alagoas de Corpo e Alma, que o senhor faz pessoalmente em outros estados. Isto pode provocar uma corrida para novos investimentos no Estado? E isto estaria levando o senhor a promover mudanças no secretariado. Procede a informação? - A gente tem sentido resultados positivos na divulgação e começa a receber convites para falar de Alagoas em outros estados. Mas não vamos fazer mudanças na parte econômica do secretariado. A reforma já foi feita e entrou recentemente na equipe o advogado Geminiano Jurema, na pasta de Indústria e Comércio. - Mas haverá mudanças de secretariado, como se comenta nos bastidores? - Na área de desenvolvimento econômico, não. Estamos com a equipe completa. - Nas outras áreas, podem acontecer novas mudanças? - Podem acontecer, sim. Tanto que nesta segunda-feira anuncio mudanças. - Os históricos do PSB pressionam para que o senhor seja candidato a prefeito de Maceió. O senhor diz que não é candidato. Mas se os pré-candidatos que o PSB apresenta não empolgarem, o senhor poderá vir a disputar a prefeitura? - Não...não, porque os nossos pré-candidatos vão empolgar os eleitores. Eles estão preparados para o desafio de governar a capital do Estado. - Mas o que impede o senhor de sair candidato? - Veja bem. Como é que vou explicar ao povo do Interior que vou deixar de ser governador para ser prefeito da capital? - Mas, na capital não é esse o sentimento? - Não, porque minha intimidade com a capital é muito grande. Sei que muita gente gostaria que eu voltasse a ser prefeito. Mas não posso, agora, aceitar este projeto, porque tenho um compromisso com o Estado todo. - As eleições de Maceió prometem candidaturas fortes, como a da senadora Heloísa Helena (PT), do deputado federal João Lyra (PTB), entre outras. Será que o candidato do PSB tem condições de enfrentar a máquina político-eleitoral do deputado João Lyra? - A beleza da democracia é esta. Este é o encanto da democracia. Todos têm a mesma condição na disputa. - Mas o seu partido afirma que perder a prefeitura neste momento seria uma derrota indesejável. Como o senhor vai se envolver nesse processo? - Podem ficar sabendo que vou trabalhar muito para mostrar ao eleitorado maceioense que estamos no caminho certo e queremos continuar administrando. Os eventuais erros temos de corrigir. Este negócio de dizer que a gente não tem erros é conversa, temos erros, sim. Há poucos dias, critiquei equívocos da administração municipal. Eu também reconheço os erros do meu governo e faço as mudanças necessárias. Bato no meu governo, no da prefeitura, para que a gente possa corrigir o que não está certo. Só tem um jeito de ter autoridade com o povo: é pedir que falem, critiquem, para que a gente possa melhorar. - Para que a administração do PSB na prefeitura volte a ter fôlego político, o que é que a prefeita Kátia Born deveria fazer neste momento? - Estou fazendo uma série de reuniões com eles (prefeita Kátia Born e pré-candidatos a prefeito do PSB). Recentemente, falei com o vice-prefeito Alberto Sexta- Feira e com a Kátia para a gente se entrosar mais, trabalhar juntos... - Trabalhar juntos, como? - Vamos fazer uma espécie de força-tarefa - governo do Estado e prefeitura -, para ver se a gente se ajuda mutuamente. - O senhor percebe que o nível de empobrecimento da periferia cresce de forma preocupante? - Percebo. Veja, isto aí não é culpa da prefeita. - Seria do êxodo rural? - Veja, estamos diante de um problema econômico. O País está desse jeito. Acho até que a gente precisa melhorar algumas coisas onde estão os equívocos. Mas, neste caso do êxodo, que provoca o inchaço na periferia, a culpa não é da Kátia. - Onde estão os equívocos? - Em outros setores. - Por exemplo? - Na infra-estrutura. E é por isso que quero ajudar. - O que precisa ser melhorado na infra-estrutura? - Saneamento e sistema viário. É nestes pontos que vou dar uma força a Kátia. - No campo administrativo, como o senhor vê a prefeitura? - Eu fui recentemente com a prefeita Kátia Born a São Paulo conhecer o sistema de tratamento de água do Ibirapuera e de outros córregos de São Paulo. Ele estão fazendo uma coisa maravilhosa com o tratamento de água e estamos tentando trazer esse projeto para Maceió. - Como a disputa eleitoral promete ser muito dura, haverá possibilidade de aliança entre PT e PSB em Maceió? - Se houver a possibilidade, eu faço. Não vejo problema nenhum. Queremos isso. - E a senadora Heloísa Helena, foi convida para o PSB? - Não foi porque, primeiro, eu teria de discutir isto internamente; segundo, porque é preciso que a senadora dê alguma dica e, a partir daí, eu possa fazer o convite. Certa feita, a convidei e a senadora disse que não tinha intenção de deixar o PT. - Como vai a aliança com PMDB, PSDB e partidos nanicos? - De vez em quando levo umas espetadas dos aliados. Mas faz parte do jogo político (risos...). Os partidos têm de dizer que estão vivos, fazer suas críticas. Um governo que não tem esta prática democrática com os aliados está morto. A crítica é o oxigênio da política. - E a sua inquietação com a reforma da Previdência? - Hoje, um dos problemas graves na discussão da reforma da Previdência é a questão do subteto, porque diz respeito à frágil economia dos estados. É preciso compreender que a reforma vem para dar fôlego, melhorar as condições efetivas de sobrevivência. O fruto da reforma não pode ser penalizado. - O senhor defende que o subteto seja definido pelos estados? - Acho que tem de ser assim, pois do contrário o País quebra. Ou o Congresso chega a um subteto de valor suportável pelos mais pobres ou libera esta discussão, para que a gente adote uma política compatível com nossa capacidade econômica individual.

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