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SEE apura envolvimento de servidores com escolas fantasmas

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MARCOS RODRIGUES A Secretaria Executiva da Educação (SEE) instaurou uma comissão disciplinar para investigar o possível envolvimento de servidores do órgão com autorizações para criação de escolas fantasmas no interior do Estado e outras irregularidades na área de educação. As investigações serão comandadas pela professora Tereza Marta da Silva e atingirá os integrantes da secretaria que faziam parte do Conselho Estadual de Educação até o ano de 2000. O trabalho da comissão se baseará nos levantamentos que a própria SEE já realizou em mais de 200 escolas. O material coletado, depois de submetido à análise da Procuradoria Geral do Estado, já foi encaminhado ao Ministério Público. Lá, o procurador geral de Justiça, Dilmar Camerino, já indicou um promotor para realizar novos levantamentos sobre as denúncias. Agora, a SEE quer saber se o quadro do órgão tem alguma responsabilidade com as autorizações, que até o ano 2000 eram responsabilidade dos conselheiros. A comissão, que será presidida pela professora Tereza Marta, conta ainda com a participação das professoras Maria Celeste Vasconcelos e Deyne Maria Rocha Cavalcanti. A portaria da SEE, que determina o início dos trabalhos, foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado da última sexta-feira. Ontem, ela foi publicada novamente para correção dos artigos que identificam as irregularidades que serão apuradas. Investigações As investigações sobre as escolas fantasmas tiveram início na gestão da ex-secretária e hoje deputada, Maria José Viana (PSB). Depois de dois anos e por conta da repercussão da morte do professor Paulo Henrique da Costa Bandeira, ocorrida em Satuba, o caso voltou a público. A Comissão terá 60 dias para concluir os trabalhos.

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