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Alagoas importa carne do norte e sul do Pa�s

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A existência do comércio de carne clandestina em Maceió foi denunciado, esta semana, às autoridades, pela Associação Autônoma dos Fornecedores de Carnes Bovinas do Estado de Alagoas. As carnes consumidas em Maceió são oriundas de matadouros e frigoríficos do norte e sul do Pais. Segundo o presidente da Associação, José Reis de Oliveira, o produto está sendo trazido em caminhões fechados de várias cidades e despejado na capital, sem o pagamento do imposto obrigatório. Em virtude do comércio irregular, segundo o presidente, os poucos matadouros existentes na capital registram prejuízos. Ele informou que muitos deles estão com 30% de sua capacidade reduzida e com o risco de reduzir a oferta local. O produto, segundo José Reis, está sendo trazido também de matadouros do interior do Estado. ?Há matadouros de pequenos animais, por exemplo, que estão sem as mínimas condições de higiene e não têm veterinários da Secretaria da Agricultura para inspecionar o abate?, frisou. O líder dos fornecedores de carne para o mercado varejista disse que há 10 anos a associação luta para melhorar a qualidade do produto de origem bovina e suína. Além da regularização na tributação, o reforço no serviço de inspeção estadual da vigilância vem sendo requisitado pela associação. Todos os problemas enfrentados pela categoria foram expostos em documentos a diversos representantes do Conselho Regional de Medicina Veterinária, Secretaria da Fazenda do Estado, Secretaria de Agricultura de Alagoas, Ministério Público Federal e Ministério da Agricultura. Para a Secretaria da Fazenda do Estado, por exemplo, foi solicitada a implantasse de um passe fiscal para evitar evasão de rendas para o Estado. O objetivo é fazer com que os matadouros de outras localidades também paguem os tributos para que haja aumento na arrecadação do Estado. Lei A Câmara Municipal de Maceió também se mostra contrária à comercialização irregular de carne. Um projeto de autoria do presidente da Casa, vereador Alan Balbino (PSB), já transformado em lei, exige da Vigilância Sanitária Municipal a afixação de tabuletas indicando o fornecedor e a procedência da carne posta à venda, em açougues e supermercados em Maceió. A lei ainda não foi colocada em prática, mas o presidente revela que irá trabalhar pelo seu cumprimento. ?A Câmara está trabalhando para combater a carne clandestina, que coloca em risco a saúde da população?, acentuou. Ele disse ter recebido denúncias do produto por parte da Associação dos Fornecedores de Carnes Bovinas e Suínas de Alagoas, e que vai atuar com ênfase para combater o comércio ilegal. Alan Balbino disse haver possibilidade da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara, com o objetivo de reforçar o combate ao comércio ilegal. (IC)

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