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Política

Petistas querem atrair ex-companheiros

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MARCOS RODRIGUES O Partido dos Trabalhadores (PT), mesmo vivendo a expectativa da expulsão da senadora Heloísa Helena, no caso dela votar contra as reforma do governo Lula, vem mantendo contatos com ex-militantes do partido, a exemplo da deputada Maria José Viana, atualmente no PSB, e com o defensor público, Tutmés Ayran, ex-secretário de Justiça e Cidadania. O nome da deputada Maria José Viana, passou a ser lembrado, após a polêmica que a colocou em rota de colisão com sua ex-aliada, Rosineide Lins. Na semana passada, procurada pela imprensa, a deputada reconheceu a importância do partido, mas negou que pense em retornar para o PT. ?Não penso em deixar o PSB, mas tenho muitos amigos no PT, de onde sai?, disse a deputada, ao negar que esteja trabalhando sua ida para o partido. Mas, ainda assim, fontes do PSB confirmam que a situação da deputada não é de total estabilidade. No auge da crise envolvendo a Secretaria de Educação, ela teria sugerido que até poderia deixar a sigla, se Rosineide continuar. O caso não chegou a ser totalmente esclarecido por causa do adiamento da reunião que a executiva do PSB faria com ambas: Rosineide e Maria José. Quem mais apostava na ?acareação? era o secretário de Articulação Política do governo, Welisson Miranda. Sua proposta chegou, inclusive, a ser contestada pelo presidente do partido, Jurandir Bóia. Desarticulado O movimento do PT em relação a dissidentes ou até militantes expulsos por questões disciplinares, ocorre de forma desarticulada. O ex-presidente do partido e atual delegado Regional do Trabalho, Ricardo Coelho, é um dos interlocutores do partido e admitiu ter divulgado a possibilidade da vinda da deputada Maria José. Mas, na sexta-feira, depois de saber de sua reação, confirmou que ela não aceitará. ?Acredito que isso não vai acontecer?, disse. Indagado sobre outro ex-petista, Tutmés Ayran, que pode voltar, ele preferiu desconversar. ?Será, então, a volta dos que foram?, numa alusão a sua participação no primeiro mandato do governador Ronaldo Lessa. O PT continua em oposição ao governo estadual. O único deputado do partido, Paulo Fernando dos Santos, atua solitariamente contra o governo no parlamento estadual. Ainda assim, o petista ao comentar o possível retorno de Tutmés ao partido, preferiu emitir, apenas, sua opinião pessoal e não oficial sobre o assunto. ?Não posso falar em nome do PT porque o assunto não foi encaminhado dentro do partido, porém, pessoalmente votarei favorável ao retorno de Tutmés, caso isso ocorra?, revelou Paulão. Ele disse ainda que o partido está maduro e discute com qualquer segmento. Conjuntura Mas a conjuntura política do País, após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, unificou os partidos de esquerda, entre eles o PC do B, PDT, PSB, PCB e PPS. Sendo assim, o trânsito de quadros entre uma legenda e outra pode acontecer, principalmente para viabilizar candidaturas nas próximas eleições de 2004. Nesta perspectiva, as especulações de mudanças ou de retorno de quadros não é algo distante de ocorrer. O detalhe é saber quando ocorrerá. Articulações O ex-secretário Tutmés Ayran, ao ser informado das opiniões do deputado Paulão sobre sua ?possível? volta às fileiras do partido, terminou revelando que vem mantendo contatos, através de interlocutores, para sua volta. ?Estamos mantendo contatos com setores do partido. A possibilidade de volta é real, mas se isso ocorrer entrarei em grupo no PT e participarei de alguma corrente interna, já que sem isso é quase impossível sobreviver politicamente?, disse Ayran. Ele não revelou quem são os interlocutores do partido, mas disse que tem articulado um grupo de pessoas com quem trabalhou na Secretaria de Justiça e Cidadania. ?Além dessas pessoas existem também militantes independentes do próprio partido com quem temos conversado?, adiantou. Tutmés foi expulso do PT, por ter assumido um cargo no governo Lessa, num momento em que o partido, mesmo tendo eleito o governador, já havia deixado o governo. O trabalho não foi fácil. Enfrentou vários problemas à frente da Sejuc, com rebeliões e mortes no sistema prisional. A divulgação constante desses fatos terminaram por ofuscar conquistas importantes e inéditas no País.

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