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Teotonio cobra a��es federais na �rea da seca

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Por intermédio de pronunciamento na tribuna do Senado, o senador Teotonio Vilela Filho chamou a atenção das autoridades para o grave problema da estiagem que castiga a região do semi-árido alagoano. Providências imediatas por parte do governo federal foram a tônica da fala do parlamentar alagoano. ?O sertanejo já sente fome e logo terá sede; é preciso fazer alguma coisa, é preciso agir?, denunciou o senador. Ações concretas foram cobradas pelo senador ao governo federal, no sentido de, pelo menos, amenizar o drama dos produtores alagoanos que, em vários municípios, tiveram sua produção totalmente dizimada pela seca. ?Principalmente as lavouras de milho e de feijão, culturas tradicionais da região, sofreram grandes danos?, informou Teotonio. Estiagem e emergência ?Nos primeiros seis meses deste ano choveu, no sertão alagoano, apenas um terço do que deveria ter chovido no período e esse fenômeno exige agilidade do governo federal na adoção de medidas e ações práticas que sejam capazes de reduzir o drama de milhares de famílias sertanejas, sobretudo naqueles 32 municípios que já são reconhecidos oficialmente como em Estado de Emergência?, explicou Vilela. ?É necessária a criação de programas emergenciais, mas é imprescindível que esses programas tenham, de fato, a urgência imposta pela própria emergência. Que na montagem desses programas não se perca o tempo todo do mundo em discussões estéreis típicas de quem parece não ter o sentido da praticidade pura e simples nem da percepção da pressa imposta pela realidade em casos de fenômenos como a estiagem prolongada?. Prefeituras Teotonio Vilela acentuou, em seu pronunciamento, que as prefeituras são entidades responsáveis pelo sustento de milhares de famílias de agricultores vítimas da seca. Apesar dos parcos recursos próprios, o Poder Executivo municipal foi alçado à condição de salva-vidas, único ponto de apoio para populações depauperadas pela estiagem e pela perda de seus plantios. ?Espero que ninguém pense em culpar o governo anterior pela seca de hoje, nem que ouse justificar a injustificável omissão e o atraso do socorro governamental com o argumento de que a nova administração começou há apenas sete meses?, alertou, chamando a atenção para o fato de que, no Nordeste, governadores com uma semana de mandato já estavam praticando medidas de combate à sede em quase metade dos municípios de seus estados. Novos prazos Uma modificação no prazo de adesão ao seguro-safra foi reivindicada por Teotonio. Esse seguro acolhe famílias de agricultores que tenham a colheita inviabilizada pela estiagem. ?O prazo para adesão ao seguro-safra terminou no dia 30 de abril, em todo o Nordeste. O problema é que, em Alagoas e em áreas, de outros estados, nesse mesmo período o plantio nem havia começado?. FPM ressecado O senador alagoano lembrou que se soma ao fenômeno natural e trágico da estiagem, neste ano, o decréscimo dos valores repassados pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). ?A tragédia social eclode no momento em que as prefeituras amargam um processo crescente de perdas nos recursos do FPM aos quais têm direito. Isso acontece com muito peso em Alagoas, onde os 32 municípios sob a seca, em estado de emergência, sofreram queda dos recursos que lhes cabia na partilha do FPM?. Cestas zero Teotonio Vilela destacou, ainda, o fato de que o Fome Zero tem sido um zero no enfrentamento dessa tragédia. ?Idealizado e anunciado como a resolução para a problemática da fome no País, esse programa, em Alagoas, sequer possui, neste momento, cestas básicas para amenizar a falta de comida pelo menos nas áreas mais atingidas na região semi-árida. Se persistem dificuldades para enfrentar a fome, mais dificultoso fica o enfrentamento do problema da sede, da simples falta d?água para consumo de homens e animais. Se o Fome Zero, com força para ocupar a mídia, sobretudo a eletrônica, não chega a quem tem fome, imaginem o caso da ?Sede Zero?, que não recebeu deste governo sequer um esboço de plano de marketing?, destacou. Teotonio Vilela criticou, também, o contigenciamento das verbas da Agência Nacional das Águas (ANA), que entre suas atribuições tem o combate à seca.

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