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Te�filo admite deixar PFL, mas nega filia��o ao PPS

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MARCOS RODRIGUES O deputado federal Rogério Teófilo (PFL) confirmou que pode deixar o partido, porém não antecipou a legenda e negou qualquer pressão da direção sobre sua atuação na reforma da previdência. ?É o meu único partido desde que me iniciei na política. Internamente não venho sofrendo nenhum tipo de problema?, disse o deputado. Mas, na semana passada, o presidente estadual do PFL, deputado federal José Thomaz Nonô, cobrou de Teófilo. Nos bastidores políticos, a conversa entre os dois foi interpretada como um ultimato. O dilema do parlamentar é exatamente se continua na oposição ao governo federal como quer a Direção Nacional ou se integra a base do governo e viabiliza projetos para seu colégio eleitoral. Contatos Ele confirmou que vem mantendo contatos com outros partidos, mas que nenhuma decisão deverá ser tomada sem antes consultar suas bases no interior do Estado, principalmente na cidade de Arapiraca. O parlamentar disse que não definiu com nenhum dirigente partidário sua nova filiação. ?Tenho falado com muita gente. Os convites são os mais diversos. Já me chamaram para o PPS, PSDB, PP e até o PL. Porém não existe nenhum compromisso até aqui?, explicou. PPS O Partido Popular Socialista (PPS) saiu na frente no convite ao deputado alagoano. Segundo Juca Carvalho, membro da executiva, as conversas se iniciaram ainda no ano passado. ?Conversamos com algumas pessoas e uma delas foi o deputado. Isso aconteceu no ano passado?, afirmou. Para Teófilo, o PPS é uma alternativa. O partido perdeu sua única vaga no congresso com a derrota do candidato Régis Cavalcante. Além disso, integra a base do governo o que permitiria para ele um trânsito melhor nas instâncias governamentais. O PPS vem se tornando uma legenda alternativa, para políticos dissidentes. Um exemplo foi a ida do ex-tucano Ciro Gomes. Depois de romper com o PSDB, ele foi para o partido, onde, inclusive, foi escolhido candidato a presidente da República. Se o deputado Rogério Teófilo deixar mesmo o partido será o primeiro sinal de crise pefelista depois da eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com isso, o partido ficaria apenas com uma cadeira.

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