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Falta de uni�o pol�tica reduz as chances do Estado possuir refinaria de petr�leo

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BLEINE OLIVEIRA Na mesa-redonda em que se discutiu a instalação de uma refinaria de petróleo em Alagoas, como parte da programação do III Fórum de Desenvolvimento, chegou-se a uma conclusão: o Estado apresenta todas as condições estruturais para a implantação, mas esbarra na falta de unidade política. O Fórum foi promovido pela Organização Arnon de Mello, em parceria com a Associação Comercial, nos dias 18 e 19, quando técnicos e dirigentes públicos discutiram a possibilidade de Alagoas vencer a batalha e atrair para cá a refinaria que o governo federal promete implantar no Nordeste. A ministra das Minas e Energia, Dilma Vana Roussef, já anunciou as exigências determinantes da localização desse disputado projeto. O Estado candidato deve dispor de instalações portuárias, disponibilidade de energia e estrutura viária. Ex-secretário estadual de Planejamento e profundo conhecedor do assunto, o economista Evilásio Soriano vai mais além. Um dos debatedores do Fórum de Desenvolvimento, ele acrescentou outros fatores fundamentais. ?Podemos citar a disponibilidade de área economicamente viável e ecologicamente compatível; localização epicêntrica para matérias-primas e envio de produtos; disponibilidade de dutovias ou sua implantação; disponibilidade de ferrovia ou facilidade para instalação; abundância de água?, afirmou. Ao sugerir mais essas condições, Evilásio disse que Maceió preenche os requisitos, tornando-se a melhor opção para a localização da refinaria, comparativamente a qualquer outra cidade brasileira. O entendimento dos especialistas que participaram do debate sobre a implantação da refinaria ? estavam lá também o engenheiro Vinícius Maia Nobre, da Universidade Federal de Alagoas, e o superintendente do Porto de Maceió, Fábio Farias ? é de que Alagoas se apresenta como o Estado com as melhores condições. Disputam a refinaria os estados de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte. Luta acirrada Não é à toa que a disputa pelo projeto da refinaria de petróleo transformou-se numa luta acirrada. Trata-se de um projeto de mais de R$ 8,5 bilhões, com geração de mais de 2 mil empregos diretos e 10 mil indiretos. ?Há que se considerar também os efeitos multiplicadores como a criação de novas empresas supridoras de insumos e serviços, fortalecimento e ampliação das atividades comerciais nas cidades periféricas, ampliação e melhoria das atividades acadêmicas, científicas e tecnológicas do Estado, aumento significativo da arrecadação, entre outras?, argumenta Evilásio Soriano. O impacto provável de unidades industriais vinculadas ao projeto de refinaria garantiria a criação de mais de 7 mil empregos diretos e mais de 25 mil indiretos. O economista diz, ainda, que a refinaria pode ser a efetiva possibilidade de resgate do Pólo Cloroquímico e a redenção econômica de Alagoas. No campo política, o deputado federal João Caldas (PL) defendeu o projeto.

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