Política
HÁ UM ‘MAR DE PROVAS’ CONTRA SUSPEITOS DE FRAUDE NA SESAU
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A investigação da PF que desbaratou mais um esquema na Secretaria de Saúde do governo Renan Filho entra em uma nova fase. Agora, após a deflagração, há a análise de todo o material apreendido pelas equipes nas casas de alvos da operação, órgãos públicos e coletas dos depoimentos.
Segundo o delegado Eduardo Oliveira, da PF, Lívia e o marido Pedro trocavam e-mails. Através dessas trocas de mensagens que foram interceptadas pela polícia, descobriu-se que o termo de referência para contratação sugere vantagem para facilitar a transação.
O procurador do MPF, Marcelo Jatobá, explicou que o Instituto de Ortopedia de Alagoas foi criado especificamente para prestar serviços para o HGE e o Hospital de Emergência do Agreste.
A investigação, no entanto, apontou que, antes mesmo de o CNPJ ser validado, a entidade já estava recebendo por procedimentos feitos para estes hospitais.
Entre os acusados há servidores que deveriam fiscalizar os contratos da pasta estadual da Saúde, comandada pelo secretário Alexandre Ayres, com a empresa LP, pertencente à filha do vice-governador, e com o Instituto de Ortopedia de Alagoas (IORTAL), responsável pelo fornecimento de próteses e órteses aos Hospitais de Emergência e do Agreste.
De acordo com a PF, as duas empresas formam o esquema que resultou nas prisões e no montante estimado em R$ 30 milhões.