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Justiça decide que prefeito de Maribondo continua preso

Prisão temporária foi convertida em preventiva; Leopoldo César foi detido na sexta-feira

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Imagem ilustrativa da imagem Justiça decide que prefeito de Maribondo continua preso
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Preso no último dia 20 em Arapiraca, após cumprimento de mandado expedido pela 4ª Vara Criminal de São Miguel dos Campos – o prefeito de Maribondo, Leopoldo César Amorim Pedrosa – deve continuar atrás das grades. É que a Justiça negou a soltura e converteu a prisão temporária em preventiva, situação agravada pela quantidade de droga encontrada pela polícia na sua fazenda. Até a tarde dessa segunda-feira (23), o prefeito continuava recolhido na carceragem da Central de Flagrantes, no Farol, em Maceió, mas deve ser transferido para o sistema prisional. Leopoldo César foi preso em bar de Arapiraca e portava uma pistola, que não tinha registro. Na residência dele, os policiais civis encontraram quase um quilo de cocaína, avaliada em torno de R$ 50 mil e cadastro de eleitores. “Quanto aos requisitos fáticos e normativos, tem-se em mira delito de tráfico de drogas crime doloso que nos termos do art. 33 da lei n. 11.343/06, não admite a concessão de fiança. A prisão preventiva do conduzido é, no presente momento, a única medida suficiente para garantir a ordem pública, tendo em vista que o preso é contumaz na prática de crimes graves, já tendo sido preso outras vezes por aplicação da lei 11.340, porte de arma, inclusive com mandado de prisão pela suposta prática de homicídio”, justifica a juíza Clarissa Oliveira Mascarenhas. O prefeito Leopoldo foi detido por envolvimento no homicídio do corretor de imóveis Gerson Gomes Vieira, 50 anos, em 2015, a quem devia dinheiro e que teve o corpo encontrado em área rural de São Miguel dos Campos e, na sexta-feira, ele foi preso por tráfico de drogas e porte ilegal de arma. Ele também já foi autuado por embriaguez ao volante, uso de documentos falsos, dano moral e por violência doméstica em 2017. “O corretor intermediou a venda de uma casa e ele pagou a verba de corretagem, que era de R$ 40 mil. Ele tinha envolvimento com o crime e tinha motivação para isso”, explica o delegado João Marcello de Almeida. Em junho 2017, Leopoldo César foi detido por agressão à esposa e à sogra. “Por outra monta deve ser levado em consideração a quantidade e o tipo de substância entorpecente que fora apreendia em poder do réu. Soltá-lo, com certeza, será um incentivo a continuar praticando novos crimes, agredindo a paz social, a incolumidade das pessoas”, diz trecho da decisão judicial.

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