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Empres�rios exigem medidas contra as a��es de sem-terra

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ARNALDO FERREIRA A ação de trabalhadores sem-terra de bloquear estradas, cobrar pedágio e promover saques em Alagoas provocou, ontem, as reações mais fortes dos empresários rurais e urbanos e da Justiça alagoana. O Tribunal de Justiça (TJ), por exemplo, passou a cobrar do governo estadual e do aparelho de segurança pública o respeito à lei contra as ações dos sem-terra no Estado. Hoje, o Pleno do Tribunal de Justiça se reúne para discutir as ações dos sem-terra e as pressões dos movimentos sociais que impedem o cumprimento de mandados de reintegração de posse nos municípios de Murici e Messias. Ao final da reunião, o presidente em exercício do TJ, desembargador Washington Luiz, pretende convocar o governador e os órgãos de segurança para discutir as ações dos sem-terra e as pressões contra magistrados. ?Estamos com o direito sagrado de ir e vir desrespeitado por esta onda de bloqueios de estradas. Na minha opinião, o Tribunal de Justiça tem de se posicionar rapidamente, antes que se perca o controle da situação?, defendeu o desembargador Washington Luiz. O desabafo aconteceu depois de o presidente em exercício do TJ receber uma comissão de representantes das federações da Indústria, Comércio e Agricultura, dos usineiros e dos pecuaristas, que se dizem vítimas dos movimentos sociais. ?Viemos ao Tribunal de Justiça buscar ajuda. Estamos abandonados, sem assistência jurídica. Parece que vivemos uma anarquia?, lamentou o presidente da Federação da Agricultura, empresário Álvaro Almeida, que estava acompanhado de dois diretores da entidade e um advogado. Almeida entregou ao presidente do TJ, que estava acompanhado do também desembargador Jairon Maia Fernandes, uma fita de vídeo com 12 minutos de imagens de ações de saques, ocupações de fazendas e depredações de imóveis no período de 1999 a 2002. ?Não concordamos com o nível em que se encontra a situação. Não se respeita mais mandado de reintegração de posse. A polícia não cumpre as decisões da Justiça, parecendo não ter ação contra esses (sem-terra) invasores de imóveis?, afirmou o presidente da Federação da Agricultura. Segundo ele, os juízes são pressionados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), pelo governo. ?As pressões vêm de todos os lados, para que não haja cumprimento das decisões judiciais?, arrematou. Cooperativas No encontro, estavam o presidente da Federação das Indústrias, José Carlos Lyra, o presidente da Federação do Comércio, Canuto Medeiros da Costa; um dos diretores da Cooperativa dos Produtores de Açúcar e Álcool, José Aprígio Brandão Vilela; o presidente do Sindicato Construtores Civil (Sinduscon), José Nogueira, e o presidente da Federação dos Pecuaristas, Álvaro Vasconcelos. Momentos antes de receber os empresários rurais, que cobraram uma atitude enérgica da Justiça contra os movimentos sociais, o presidente em exercício do Tribunal recebeu um telefonema do prefeito de Piranhas, Inácio de Loyla (seu irmão), denunciando que os sem-terra tinham acabado de ocupar a fazenda ?Capelinha?, naquela região. ?As coisas estão exageradas, tomam um volume preocupante. Mas tenho certeza de que o tribunal vai se posicionar urgentemente em favor do cumprimento da lei?, frisou o presidente em exercício do TJ. O presidente da Federação dos Pecuaristas, Álvaro Vasconcellos, previu: ?Se as coisas continuarem assim, corremos o risco até de desabastecimento?.

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