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Ab�lio defende reforma agr�ria e rebate cr�ticas da Justi�a e de empres�rios

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ARNALDO FERREIRA O governador em exercício, Luís Abílio de Souza Neto (PSB), reagiu, ontem, às declarações de empresários e do presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Estado (TJ), desembargador Washington Luiz Damasceno, que acusaram o governo estadual de não cumprir as decisões judiciais de reintegração de posse e apoiar as ações dos sem-terra em Alagoas. ?Tais acusações são injustas e não correspondem à verdade dos fatos?, lamentou o governador. Os desencontros começaram anteontem com a movimentação dos presidentes das federações da Agricultura, dos Pecuaristas, da Indústria, do Comércio e da Cooperativa dos Usineiros, que foram ao Tribunal de Justiça cobrar ações enérgicas da polícia e do Poder Judiciário, contra os trabalhadores sem-terra acusados de saquear, cobrar pedágio e interditar estradas. Os líderes dos ruralistas, no desabafo que fizeram ao presidente em exercício do TJ, disseram estar abandonados pelo governo e acusaram os movimentos sociais de instalar o caos e o medo no Interior. No embalo das críticas, o desembargador Washington Luiz também bateu forte no governo. Brasília Luís Abílio estava, ontem, em Brasília, onde participou da reunião de governadores e parlamentares nordestinos, e respondeu as críticas dos empresários e de alguns desembargadores. ?Lamento profundamente o teor das declarações por serem injustas e não corresponderem a verdade?. O governo alagoano, segundo Abílio, demonstra o compromisso com a legalidade, e prendeu aqueles que resolveram fazer pedágios. Ele manteve a defesa da reforma agrária com equilíbrio e participação dos poderes. ?Queremos Justiça, paz e trabalho no campo e não uma tragédia como Eldorado dos Carajás?, rebateu, num recado direto aos fazendeiros. Abílio, ao responder ao Judiciário, disse que o Estado fez cumprir 283 reintegrações de posse. ?Temos um núcleo na Polícia Militar de gerenciamento de crises, de Direitos Humanos. O governo trata a reforma agrária como grave conflito social e não como uma questão policial?, frisou. Com relação aos cumprimentos de reintegração de posse em duas fazendas nos municípios de Messias e Murici, Abílio lembrou os contatos mantidos com o desembargador Estácio Gama. Houve, ainda, contato com o juiz que emitiu o mandado de reintegração e o magistrado concordou em dilatar o prazo. Depois da movimentação dos fazendeiros, o coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), José Carlos da Silva Lima, solicitou audiência ao Tribunal de Justiça, para o exercício do contraditório, ou seja, defender os sem-terra. Lima também criticou o que definiu como ?falta de imparcialidade do presidente em exercício do TJ e ainda chamou o Executivo de omisso e conivente?. Ontem, os desembargadores discutiram a questão dos sem-terra, assistiram a um vídeo montado pelos ruralistas, onde aparecem militantes do MST quebrando cercas, destruindo tratores, matando animais e em manifestações em Maceió.

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