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DISPUTA PELAS PREFEITURAS DE MACEIÓ E ARAPIRACA SERÁ DECISIVA PARA 2022

Dois principais municípios alagoanos representam um contingente de 600 mil eleitores

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Maceió,05 de Outubro 2018
Prefeito Rui Palmeira assina autorização para manutenção de quadras.
Foto: Dárcio Monteiro
Maceió,05 de Outubro 2018 Prefeito Rui Palmeira assina autorização para manutenção de quadras. Foto: Dárcio Monteiro | Foto: Darcio Monteiro
Imagem ilustrativa da imagem DISPUTA PELAS PREFEITURAS DE MACEIÓ E ARAPIRACA SERÁ DECISIVA PARA 2022
| Foto: Administrator

O quadro eleitoral do momento indica uma disputa acirrada para as prefeituras de Maceió e Arapiraca, em 2020. Os dois principais municípios do Estado, que juntos se aproximam de 600 mil eleitores e correspondem a aproximadamente 35% de todo o eleitorado alagoano, serão decisivos para a futuro dos principais grupos políticos atualmente com forte representação nas duas cidades e que buscam ampliar espaços nas eleições gerais de 2022. Entre os principais grupos em disputa estão o do prefeito da capital, Rui Palmeira (PSDB), que tem entre seus quadros o senador Rodrigo Cunha, que figurou como destaque na eleição geral de 2018, quando conseguiu sair da Assembleia Legislativa para o Senado. Em oposição aparece o grupo do governador Renan Filho (MDB), que, para sobreviver e garantir novos passos ao chefe do Executivo, precisa, mais do que nunca, eleger o prefeito de Maceió. Entretanto, há 31 anos a família Calheiros não consegue vitória de seus candidatos na capital. Há ainda a liderança ocupada pelo senador Fernando Collor (Pros), que tem fortalecido o partido no Estado e se prepara para lançar candidatos em diversas cidades. Tanto em Maceió quanto Arapiraca, a presença do PP do deputado federal Arthur Lira também se consolida inclusive com a possibilidade de lançamento de candidato da sigla à prefeitura da capital. Nesse cenário de decisões, o quadro somente deve ser configurado até a realização das convenções partidárias, em julho. Para o analista político Marcelo Bastos, as eleições municipais de 2020 serão caracterizadas ainda mais pelo uso das redes sociais. Com a campanha bancada prioritariamente com recursos públicos do Fundo eleitoral de R$ 2 bilhões, mais R$ 1 bilhão do Fundo Partidário, o analista acredita que, mesmo grandes partidos como o PT e o PSL devem investir em candidaturas com reais chances de vitória.

DILEMA

Em Maceió, a relação inclui o deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB), o deputado estadual Davi Davino Filho (PP), o ex-prefeito da cidade, ex-governador e ex-deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) e o procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, este último cobiçado pelo governador Renan Filho. Por outra vertente, o PT já tornou público que deve lançar candidatura própria com o nome do presidente estadual da legenda, Ricardo Barbosa. O PC do B também aspira lançar a candidatura de Cícero Filho à disputa, mas, para o analista político Marcelo Bastos, ambos possuem poucas chances. Para Bastos, no atual cenário, quem vive o grande dilema em busca de uma candidatura forte é o governador Renan Filho e o prefeito Rui Palmeira. Caso não consiga eleger o próximo prefeito da capital, os dois poderão enfrentar dificuldades para suas aspirações ao pleito de 2022, quando Renan demonstra que pretende concorrer vaga ao Senado e Rui ao governo de Alagoas. No caso de Renan, avalia o analista, a questão envolve a princípio a decisão de Alfredo Gaspar em deixar o cargo de procurador. Já Rui, observa Bastos, depende da posição de Rodrigo Cunha, que até recentemente demonstrava interesse em apoiar o deputado federal JHC, nome que tem aparecido bem entre o eleitorado de Maceió. O parlamentar disputou a última eleição para prefeito da capital e acabou em terceiro lugar. “Se acontecer de Rodrigo Cunha e o PSDB apoiarem JHC, o que é um pouco improvável, mas pode acontecer, poderemos ter uma grande mudança partidária, que deve ser a saída de Rui Palmeira da legenda”, avalia Marcelo Bastos. Nesse caso, opina, o caminho do prefeito seria o Podemos. Entre os nomes próprios do PSDB, o analista cita o vereador licenciado Eduardo Canuto e a deputada federal Tereza Nelma, embora esta última esteja em tratamento de saúde.Nesse cenário, há ainda entendimentos por parte de Rui com Ronaldo Lessa, Davi Davino Filho como representante do PP de Arthur Lira e ainda com o próprio Alfredo Gaspar. “Logicamente a eleição é em outubro do ano que vem e fatos relevantes podem mudar o destino de um candidato. No caso de JHC, ele é candidato dele mesmo, mas sabemos que sairá forte se tiver apoio de legendas como o PP, PSDB. No caso de Lessa, o problema é que o PDT possui uma estrutura pequena e não consegue trazer para si partidos do campo progressista, mas existe a possibilidade de ele sair candidato com apoio de Rui e com chances reais de vitória. Já o grupo do governador precisa emplacar um nome e vencer a eleição, para manter o prestígio na capital”.

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