Política
ALE e C�mara est�o prontas para devolver servidores da anu�ncia
A mesa diretora da Assembléia Legislativa (ALE) está com tudo pronto para cortar salários altos de cerca de 300 servidores que foram transferidos de outro Poder para lá, por anuência. Boa parte desses servidores era lotada em postos de nível médio e foi promovida ao chegar à ALE, de forma irregular. O presidente da Mesa, deputado Celso Luiz (PSB), está esperando a conclusão da análise jurídica da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou as anuências para aplicar a lei. A mesma coisa está para acontecer na Câmara de Vereadores de Maceió. O presidente da mesa daquela casa, vereador Alan Balbino, (PSB), criou, ontem, uma comissão que vai analisar o números de servidores que entraram por anuência (transferidos de outro Poder) depois da Constituição de 1988. A comissão deverá identificar quem, no mesmo período, foi promovido mediante critério de apadrinhamento político. ?As promoções irregulares serão suspensas?, afirmou Alan. A comissão é formada pelos vereadores Marcos Vieira e Jaudeni Coutinho (do PSB), Thomaz Beltrão (PL), Dudu Holanda (sem partido), Jorge VI (PMSDB) e Mariluzio de França Moura (PL) este último, além de vereador é também funcionário da câmara, a exemplo de outros vereadores como Arnaldo Fontan (sem partido) e Galba Novaes Filho (PL). A moralização da folha de servidores da câmara começou em 2000, quando numa só canetada o então presidente da mesa diretora, o hoje deputado federal Maurício Quintela (PSB), demitiu mais de 600 funcionários que não tinham estabilidade. A maioria só comparecia ao trabalho no dia do pagamento. Com o enxugamento, o número de funcionários caiu para 330. O duodécimo (orçamento mensal) é de R$ 1,7 milhão e a folha consome 70% do orçamento. (AF)