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POLICIAIS CIVIS E GOVERNO NÃO ENTRAM EM ACORDO

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O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) realizou uma grande mobilização no segundo dia da paralisação dos policiais civis, ontem. A concentração ocorreu em frente à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e visava tratar com o secretário Fabrício Marques sobre o aumento do piso salarial dos agentes e escrivães de polícia, que recebem o pior salário inicial da segurança pública. Não houve acordo entre a categoria e o governo do Estado. Em Alagoas, o soldado da Polícia Militar, com nível médio, teve reajuste e recebe salário inicial maior que os policiais civis, que é categoria de nível superior. O governo do Estado concedeu reajuste de 38% aos delegados e também enviou mensagem à Assembleia Legislativa Estadual, criando o serviço voluntário para os delegados, além de permitir plano de carreiras aos peritos oficiais. A categoria reivindica o aumento do piso salarial com base na média nacional. Segundo o diretor de comunicação do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), o foco agora é no reajuste salarial acima das outras reivindicações. “A categoria hoje está colocando em prática a cobrança de apenas um ponto da pauta, que é o nosso reajuste salarial. Queremos um reajuste no piso. Porque o estado diz que não pode dar, o governador diz que tem oito outros estados sem pagar o salário, mas ele coloca nos meios de comunicação que o estado teve uma ótima arrecadação de ICMS”, contou Edilton Gomes, diretor de comunicação do Sindpol. “No ano passado o estado promoveu um reajuste no piso dos delegados, de 29%. Além, claro, da implementação do piso da Polícia Militar. O piso de um soldado que está ingresso na carreira militar vai para R$ 4.500, enquanto nosso piso do agente de polícia é R$ 3.800 e nós somos nível superior, diferente de um policial militar que é nível médio. Queremos um piso condizente com a média nacional. Estamos colocando uma média de 6 mil reais para o policial civil de Alagoas”, explicou o diretor de comunicação do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol). Para o diretor do Sindpol, o objetivo da manifestação foi também sensibilizar o secretário da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) para que ele veja as condições da Polícia Civil. “Queremos conscientizar o secretário para que ele veja as condições da Polícia Civil aqui no estado. Nas nossas delegacias vemos uma defasagem enorme de policiais. Temos em torno 1.600 servidores e precisamos de no mínimo 3.500, então estamos querendo sensibilizar o secretário para a nossa causa, a causa dos policiais civis de Alagoas”, disse Vicente Higino. “Nossa paralisação começou na segunda-feira (20) e vai até quarta-feira (hoje). Tudo vai depender de como as negociações vão acontecer, não queremos nada além do nosso direito. A classe está sendo desvalorizada aqui no estado, nosso salário ser o mais baixo nacionalmente prova isso”, afirmou o diretor do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol). Durante a mobilização, o Sindipol disponibilizou música ao vivo e serviços gratuitos de saúde, como avaliação odontológica. Houve café da manhã, almoço e lanche.

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