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NOVOS RELATOS REVELAM SÉRIE DE PROBLEMAS NO HGE

Nas redes sociais, internautas que já foram pacientes ou acompanhantes falam das péssimas condições do local

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Uma das principais queixas daqueles que passam pelo HGE é o calor insuportável por lá
Uma das principais queixas daqueles que passam pelo HGE é o calor insuportável por lá -

As denúncias dos descasos na área da saúde no governo Renan Filho (MDB) e principalmente os problemas que têm ocorrido no Hospital Geral do Estado (HGE), divulgados pela Gazeta, provocaram a manifestação de internautas no Instagram, ontem. Dezenas de pessoas criticaram a gestão estadual pela situação revelada, nos últimos dias, por entidades como o Conselho Estadual de Saúde (CES) e o Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL). “E ainda tem gente aqui defendendo esses políticos. Certamente tem plano de saúde e vem aqui defender quem nem se pronunciou contra a roubalheira das próteses”, declarou a internauta Kátia Cardoso, ao fazer alusão à Operação Florence – Dama da Lâmpada, realizada pela Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal (MPF) e Controladoria Geral da União (CGU) e que, segundo as investigações, identificou uma “organização criminosa” com atuação na Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) e no HGE. Conforme os órgãos federais, a ação criminosa resultou no desvio de aproximadamente R$ 30 milhões envolvendo a compra e fornecimento de órteses, próteses e materiais especiais para o Estado atender a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). “E ainda tem gente que tem coragem de roubar na área da saúde”, reforçou Kátia Cardoso.

Já Washington Cardoso marcou a página do governador Renan Filho no Instagram, a partir da publicação feita pela Gazetaweb. Desde que as primeiras denúncias vieram à tona, após a divulgação da Operação Florence, o chefe do Executivo estadual tem se mantido em silêncio e utilizado as redes sociais para propagar a construção de novos hospitais por Alagoas e uma realidade bastante diferente da enfrentada pela população na rede pública de saúde do Estado. “E a saúde de quem precisa fica por último, que vergonha”, pontuou Simone Henrique.

“Eu passei três meses aí no HGE e eu vi a desumanidade quando o ar-condicionado quebra. É um calor terrível que ninguém aguenta. Quando a pessoa vai falar para eles que o ar-condicionado está quebrado, um fica passando para o outro. Depois de três ou quatro dias é que eles ajeitaram o aparelho”, relatou um paciente do hospital. “Só quem já esteve no centro cirúrgico sabe o terror que é observar tantos pacientes amontoados e profissionais da saúde sem ter condições de dar a assistência merecida aos pacientes, justamente por falta de recursos”, denunciou outra internauta. A página de humor “Maceió Ordinário” também reproduziu o áudio gravado pelo presidente do Sinmed/AL, médico Marcos Holanda e divulgado pela Gazetaweb, na última terça-feira (28), sobre problemas com o ar-condicionado do centro cirúrgico do HGE com risco de levar a morte pacientes, que passam por cirurgia no local. “Se já achamos que a situação do HGE é complicada pelo pouco que conseguimos ver, imagina a visão de um funcionário do hospital. É essa situação que o cirurgião tenta narrar no áudio. É inaceitável e extremamente preocupante que o maior hospital do Estado sofra com esses tipos de situações, colocando em risco a vida dos pacientes e profissionais.Qual a opinião de vocês sobre a situação do HGE? Recebemos esse áudio no nosso WhatsApp”, publicou a equipe da página de humor. Em aproximadamente três horas, 58 mil internautas já haviam reproduzido a gravação. Por meio de nota, divulgada ainda ontem, a direção do HGE havia assegurado que o problema com ar-condicionado teria sido solucionado. À tarde, uma comissão de representantes do Conselho Estadual de Saúde passou pelo HGE, para conferir se os problemas apontados foram solucionados. Mesmo com a instalação de novos condicionadores de ar no centro cirúrgico, o Sindmed/AL, que também chegou a levar o caso aos Conselhos Regional de Medicina (CRM) e Federal (CFM) apresentou reivindicação à direção do HGE e ao CES, para que voltem a utilizar o centro cirúrgico do chamado “pronto socorro velho”, enquanto promovam melhorias nos atuais locais de cirurgia no hospital. O conselho também já havia apresentado 27 pontos para correções na unidade, entre medidas estruturais e de segurança como a instalação de novos extintores de incêndio - os que se encontravam no local estavam vencidos desde 2018.

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