Política
RUI COBRA DO PSDB CANDIDATURA TUCANA EM MACEIÓ
.
O mês de janeiro chega ao seu final com o prefeito Rui Palmeira (PSDB) disposto a indicar um nome do partido para a Prefeitura de Maceió. Bem avaliado no segundo ano de sua gestão, ele defende que a cabeça de chapa, em qualquer cenário de aliança, seja do seu partido.
Entretanto, reconhece que em paralelo há um movimento, articulado pelo senador Rodrigo Cunha (PSDB), para apoiar o deputado federal João Henrique Caldas (PSB). Isto ocorreria em troca do apoio que recebeu em 2019 dele e de sua família para conquistar seu atual posto.
A distância política dos dois tucanos teve início quando Cunha aceitou como sua suplente Eudócia Caldas, mãe de João Henrique Caldas, como Rui faz questão de se referir a JHC. Nascia ali uma espécie de aliança prévia para 2020, onde o senador apoia o deputado, que posteriormente pode apoiá-lo em 2022 caso saia candidato ao governo do Estado.
JHC já enfrentou Rui em 2014, quando ficou na terceira colocação, porém, com uma expressiva votação. Esse capital político o ajudou em sua reeleição para deputado. E, agora, lhe coloca em destaque mais uma vez para a disputa. Tanto que há duas semanas já anunciou que é pré-candidato a prefeito.
VIAGEM
Ontem, Rui Palmeira esteve em Brasília (DF), na sede do Diretório Nacional do PSDB, para cobrar uma posição do partido quanto ao futuro da legenda em Maceió. O objetivo foi resgatar a Resolução CEN-PSDB n° 010/2019, anunciada no ano passado. Nela ficou explícito que em municípios com mais de 100 mil eleitores a legenda teria candidatura própria. A viagem ocorreu uma semana após o encontro que o prefeito teve com o senador Rodrigo Cunha. Na oportunidade ele havia reafirmado que manteria sua posição em defender candidatura própria não só por conta da orientação nacional, mas principalmente pelo fato de estar concluindo seu segundo mandato bem avaliado. Sendo assim, considera natural que possa indicar, ou ainda que o partido tenha um nome forte para a disputa. No final da tarde de ontem, quando a informação da viagem vazou para a imprensa, especulou-se que o prefeito havia se desfiliado do partido. Mesmo sendo uma medida radical, completamente avessa ao seu estilo, parecia fazer sentido já que nos bastidores o clima não é dos melhores, uma vez que o silêncio de Rodrigo Cunha só confirmava o cenário de disputa interna. Procurada pela Gazeta, a assessoria de Rui informou que ele não deixou o PSDB e que “vai trabalhar até o último momento para manter uma candidatura do PSDB à Prefeitura de Maceió”. Porém, a julgar pelo que escreveu no documento entregue ao Diretório Nacional, esse momento pode ser até esta sexta-feira. Na edição do último final de semana da Gazeta, Rui confirmou o desejo de construir o seu caminho político para a disputa do governo. Acredita ser natural que quem tenha uma experiência de gestão bem avaliada e com ganhos para a cidade possa almejar o governo do Estado. Já Rodrigo Cunha, eleito com a maior votação do Estado nas últimas eleições, também tem tido o seu nome lembrando para a mesma disputa. Ou seja, tanto ele quanto Rui, supostamente disputam, nesse momento, espaço para o futuro. E como uma eleição acaba sendo o espelho ou projetando reflexos para a outra, quem conquistar a prefeitura, por meio de seu aliado, terá um grande cabo eleitoral para o passo seguinte. Caso deixe o PSDB, Rui tem portas abertas no Democratas, comandado pelo secretário municipal de Saúde, José Thomaz Nonô, ou no Podemos.