Política
COMERCIANTES DA CEASA RECLAMAM DE ACESSO MAIS DIFÍCIL
Sem a conclusão da ponte na rodovia AL-404, vendedores de hortifrutigranjeiros e caminhoneiros se queixam dos desvios
Os caminhoneiros e comerciantes da Central de Abastecimentos de Alimentos de Alagoas afirmam que se recuperarem a AL-404 vai facilitar a vida deles, desafogará o trânsito da Avenida Fernandes de Lima nos dois sentidos e reduzirá o custo dos fretes e consequentemente os preços dos alimentos descarregados. O caminhoneiro Roberto Rodrigues dos Santos, que transporta abacaxi, explicou que costumava cortar caminho pela rodovia estadual. “Agora, sou obrigado a passar pela Fernandes Lima porque o acesso mais fácil permanece interrompido desde o desabamento da ponte em 2014. O governo prometeu que resolveria logo o problema, mas até o momento, nada”.
Os agricultores da região, como Maria Eliane da Silva, disse que quando a ponte da Gameleira caiu ficou mais difícil para chegar na propriedade dela. “Para chegar no meu sítio tenho que percorrer um caminho maior por estrada de barro. No período de chuva, muita gente não sai de casa”. O agricultor Arnaldo Gualter também confirmou o problema e pediu ao DER: “A gente precisa da ponte”. O transportador de trabalhadores rurais, Maurício da Conceição explicou que sem a ponte o percurso é maior. Ao ser questionado sobre a conclusão das obras, explicou que “demoraram para começar a obra. Depois que fizeram a ponte, foram embora. Hoje a ponte nova está abandonada e ninguém sabe quando vão retomar a construção da estrada. Não tem previsão nenhuma”. Ele explicou que as comunidades da região estão isoladas e também foram esquecidas. Um dos funcionários mais antigos da Ceasa, Jefferson Vasconcelos, que trabalha no estabelecimento há 43 anos, confirmou que com a relocação da central de alimentos do bairro da Levada, no Centro de Maceió, para o bairro da Forene, os caminhoneiros passaram a utilizar a AL-404 para cortar caminho. Com a queda da ponte, utilizam a Avenida Fernandes Lima, não tem outra alternativa. “O governo de Alagoas recuperou a ponte e tem projeto para reativar a rodovia. Deve fazer isto em breve”, acredita Vasconcelos. Ele imagina que quando a rodovia for reativada reduzirá custos de fretes e melhora o trânsito. “A reativação desta rodovia alternativa causará um impacto positivo”. Um dos vendedores de inhame no Ceasa que mora perto da ponte que caiu, Ronaldo da Silva, se mostrou cético. “O governo sabe que precisa recuperar a via e a ponte. Mas demora muito a fazer as coisas. Está lá a ponte abandonada e ninguém sabe quando ficará pronta”. O comerciante Ismael Gomes da Silva, 42 anos de Ceasa, avaliou que se a estrada for reaberta facilitará a vida dos caminhoneiros, desafogará o trânsito, reduzirá o frete. “O mais difícil já foi feito, que é a ponte. Faltam concluir as cabeceiras. O governo precisa ser mais ágil”, sugeriu.
OUTRO LADO
A Gazeta enviou perguntas para a Secretaria de Estado do Transportes e Desenvolvimento Urbano: a ponte sobre o rio Mundaú, na AL-404, em Rio Largo foi reconstruída. Quando será entregue ao tráfego?; a população diz que a ponte vai desafogar o tráfego de caminhões e o trânsito da Avenida Fernandes Lima. Procede a Informação?; O que falta para a conclusão do projeto? Mas até o fechamento desta edição a reportagem não obteve respostas da Setrand.
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