Política
MP investiga com�rcio de votos nas regi�es pobres
ARNALDO FERREIRA A movimentação de supostos cabos eleitorais e de falsos líderes comunitários para a compra de votos, a preços que variam entre R$ 30 e R$ 50, e o aliciamento de eleitores pobres nas periferias da capital e do interior do Estado já são alvo de investigação por parte do Ministério Público Estadual. O procurador-geral de Justiça, Dilmar Camerino, afirmou, ontem, que ficou impressionado com as denúncias feitas pelos vereadores de Maceió e confirmadas, inclusive, pelo presidente da Câmara de Vereadores, Alan Balbino (PSB), que denunciou a institucionalização do preço do voto. ?O que mais chamou a atenção do Ministério Público foram as declarações de líderes comunitários que intermediam este negócio que compromete o pleito e fere nossa democracia?, destacou o procurador. O chefe do Ministério Público Estadual convidou, mediante ofício, o chefe do Ministério Público Federal, o procurador da República, Marcelo Tadeu, para uma reunião com os promotores de Justiça. No encontro haverá discussões sobre legislação eleitoral e compra de votos. ?Há necessidade de agirmos logo para acabar com a institucionalização desse negócio?, afirmou. A GAZETA DE ALAGOAS divulgou com exclusividade a denúncia, que preocupa os candidatos à reeleição de vereador e de prefeito e candidatos novatos. Alguns supostos líderes comunitários contaram como fazem a abordagem aos candidatos e como induzem o eleitor pobre a vender ou trocar seus votos por donativos.