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Governo suspende distribui��o de leite para escolas do Estado

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BLEINE OLIVEIRA O governo do Estado suspendeu, temporariamente, a distribuição de leite para as escolas da rede estadual de ensino. A decisão, que deixa mais de 7 mil alunos sem esse item da merenda, foi tomada pelo secretário-executivo de Educação, Williams Soares, depois de denúncias contestando a qualidade do produto. Segundo ele, a normalização só voltará quando for desenvolvida um mecanismo eficiente de fiscalização do leite distribuído com a rede escolar. Duas propostas vêm sendo analisadas: a primeira é coletar amostras em cada uma das 400 escolas, ou ainda realizar inspeções relâmpago junto às 12 empresas fornecedoras. ?Nossa prioridade absoluta é a saúde dos estudantes. Não pode haver qualquer dúvida sobre a higiene dos alimentos que eles estão consumindo na merenda. Além disso, o Programa do Leite é extremamente importante para o Estado. É através dele que valorizamos e incentivamos a produção local. Mas a preservação da saúde de quem consome é fundamental?, explicou o secretário. A confirmação da fraude aconteceu por meio de exames de três empresas incluídas no Programa do Leite. Elas estão adicionando água ao produto distribuído com famílias carentes. A proposta é que todas as empresas que participam do Programa do Leite serão fiscalizadas e terão o produto analisado freqüentemente pelo Laboratório Central (Lacen), órgão da Secretaria Executiva de Saúde. Empresas Foi lá que os exames mostraram, além da adição de água ao leite distribuído pelas empresas Campo Verde, Latícinos Gaby e Serra Verde, a existência de um teor de gordura e acidez abaixo do necessário. Foram identificados, ainda, coliformes fecais em índices até quatro vezes acima do considerado aceitável pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde. ?O programa foi criado para melhorar o estado nutricional da população carente, especialmente de nutrizes e crianças. Exigimos um leite de qualidade?, disse o vice-governador Luís Abílio de Souza. Já o superintendente de Desenvolvimento Rural da Secretaria Executiva de Agricultura (Seag), que executa o programa, Klinger Tenório, afirmou que a fraude é inaceitável. Ele lamentou que a fraude ocorra justamente agora que o programa deve ser ampliado, passando dos atuais 8 mil para 80 mil litros diários. As três empresas que alteraram de forma ilegal a qualidade do leite já foram excluídas do programa. Outras duas estão sendo investigadas. O presidente da Cooperativa dos Produtores, Ricardo Barbosa, disse que a entidade não tem capacidade técnica para assegurar a qualidade do leite, por isso sempre buscou ajuda da Seag e da Vigilância Sanitária Estadual. Ele levanta a suspeita de sabotagem para prejudicar pequenas indústrias que estão no programa, especialmente agora que a quantidade distribuída vai aumentar. A hipótese, porém, ainda não tem sustentação. (Colaborou MR)

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