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Luciano seria candidato a vereador do PT

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As lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) protestaram, durante todo o dia de ontem, contra o assassinato de Luciano Alves da Silva (28), que pretendia ser candidato a vereador em Girau do Ponciano. O líder do Núcleo 25 de Julho morreu domingo à noite vítima de quatro tiros de revólver calibre 38, disparados à queima-roupa, por dois pistoleiros ainda não identificados. ?O poder público precisa apurar quem matou o trabalhador. O crime não pode ficar impune?, protestou um dos sem-terra. Luciano Alves da Silva é a quadragésima vítima da violência praticada contra os integrantes do MST em Alagoas nos últimos 12 anos. ?Os sem-terra foram fuzilados nesse período e os assassinos continuam impunes?, denunciou o coordenador do MST, José Roberto da Silva, enquanto aguardava, no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, a liberação do corpo de Luciano. Luciano foi velado durante toda a noite de ontem e será sepultado hoje pela manhã, num cemitério da comunidade de Canafístula, zona rural do município de Craíbas. O diretório do Partido dos Trabalhadores de Girau do Ponciano não descarta a possibilidade de o assassinato do líder dos sem-terra ter motivação política. Filiado ao diretório, Luciano desejava disputar uma vaga na Câmara de Vereadores do município. Segundo Arnaldo Santos, presidente do diretório do PT em Girau, o anúncio da candidatura mexia com interesses de políticos da região. ?Luciano sabia dos riscos, mas não se curvava?, afirmou Arnaldo Vital.

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