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ALE aprova mo��o de pesar para fam�lia de sem-terra assassinado

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MARCOS RODRIGUES No Poder Legislativo, a morte do sem-terra Luciano Alves da Silva, 28, também ganhou repercussão entre os parlamentares. A Assembléia Legislativa aprovou uma moção de pesar para a família do trabalhador rural e ainda discutirá em sessão pública, a ser marcada, o aumento da tensão no campo. O parlamentar também negou que o sem-terra assassinado fosse organizador de saques, conforme divulgou o delegado Cícero Torres, que investiga as ações do MST na região de Arapiraca. ?As investigações sequer foram concluídas, mas já se tenta imputar fatos ao acusado?, disse Paulão. O parlamentar chegou a relacionar a morte do líder do MST ao clima de tensão existente na área do Assentamento Dom Hélder Câmara. Ele também revelou que, na região, os trabalhadores descobriram uma produção clandestina de aguardente. Candidato O deputado petista também lembrou que Luciano havia se filiado ao Partido dos Trabalhadores de Girau do Ponciano e pretendia ser candidato a vereador. Esse fato, para o deputado, também pode ter motivado outros desentendimentos que culminaram com seu assassinato encomendado. ?Uma prova disso é que o outro trabalhador que se encontrava no momento dos disparos ao lado de Luciano foi poupado pelos pistoleiros?, relatou. O deputado Francisco Tenório (PPS) também lamentou o aumento da tensão agrária e defendeu que a ALE discuta rapidamente em sessão especial a crise entre sem-terra e produtores. ?É fundamental que possamos entrar na discussão do problema que vem aumentando?, disse o deputado. O Legislativo já discutiu a tensão no campo, numa sessão proposta pelo deputado Marcos Ferreira (PSB). A época, o conflito estava em Joaquim Gomes.

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