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MP denuncia prefeito Adalberon por seq�estro e homic�dio de professor

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ARNALDO FERREIRA O procurador-geral de Justiça, Dilmar Camerino, denunciou, ontem, o prefeito do município de Satuba, Adalberon de Moraes (PTB) nas penas previstas para os crimes de homicídio qualificado e de seqüestro praticado contra o professor Paulo Henrique Bandeira da Costa. A denúncia seguiu, no fim da tarde, para o Protocolo do Tribunal de Justiça. Se for julgado e condenado pelo dois crimes, o prefeito pode ficar 40 anos preso, em regime fechado, integralmente. Além de denunciar o prefeito, o chefe do Ministério Público pede a prisão preventiva do acusado. Adalberon, na verdade, permanece preso numa das celas do presídio estadual Baldomero Cavalcanti como acusado de ser o mandante da morte do assessor parlamentar Jeams Alves dos Santos. O prefeito deve continuar preso para que não possa influenciar a instrução processual. Até o fim desta semana, o presidente do TJ, desembargador Geraldo Tenório Silveira, recebe os autos do processo e os encaminha ao presidente da Câmara Criminal do Tribunal, desembargador Humberto Soares Martins, que designará um desembargador-relator do processo. Mesmo preso, o prefeito, enquanto tiver mandato, tem direito a foro especial, explicou o chefe do Ministério Público ao acrescentar que o prefeito só pode ser denunciado pela Procuradoria Geral de Justiça. O tribunal pode acatar as denúncias ou determinar novas investigações. Se acatar a denúncia de crime de homicídio qualificado, Adalberon estará sujeito à pena que varia de 12 a 30 anos, como autor intelectual do crime que chocou o País. Se for julgado também por seqüestro, está sujeito à pena que varia de dois a dez anos de prisão em regime fechado, integralmente, por se tratar de crime hediondo. Mais sete pessoas foram indiciadas, quatro delas como autoras materiais do seqüestro e morte do professor Paulo Henrique. As outras foram indiciadas por dificultar e obstruir o trabalho da polícia. Welton Roberto, advogado de defesa, sustenta a tese de ?negativa de autoria? do prefeito no crime do professor. ?Não existem provas técnicas apontando para o envolvimento do meu cliente neste crime?, vem afirmando Welton. Crime A morte do professor Paulo Henrique Costa Bandeira ganhou repercussão nacional. Dias antes de ser seqüestrado, em dois de junho passado, o professor procurou o Sindicato dos Trabalhadores na Educação de Alagoas (Sinteal), para entregar um manuscrito, onde denunciava o envolvimento do prefeito Adalberon de Moraes em desvio de recursos da Educação. No manuscrito, Paulo Henrique denunciou, ainda, que estava jurado de morte pelo prefeito. Além do manuscrito, o professor deixou uma fita, onde volta a acusar o prefeito de desviar recursos da Educação e de querer matá-lo. O corpo do professor foi encontrado acorrentado ao seu próprio carro. Isto levou o delegado presidente do Inquérito, Cícero Lima, a concluir que a vítima foi queimada viva. Adalberon é apontado como mandante em outros homicídios. Durante a investigação policial, o Tribunal de Contas e a Controladoria Geral da União fizeram devassas em Satuba e encontraram irregularidades como notas fiscais frias, licitações viciadas e desvio na aplicação de recursos da Educação.

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