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Guerra de CPI movimenta o Congresso

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Brasília ? Para contra-atacar o pedido do PFL e do PSDB de abertura de uma CPI para investigar as invasões promovidas pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e outros movimentos, deputados federais da base aliada começaram ontem a recolher assinaturas em torno da criação de duas outras comissões parlamentares de inquérito: uma para investigar a formação de milícias no campo, e outra acerca da grilagem de terras. A primeira intenção dos parlamentares governistas é frear a ?criação? da comissão sugerida por lideranças pefelistas e tucanas. Uma segunda opção é incluir temas como a formação de grupos armados nas áreas rurais e os milhares de hectares grilados no país para encabeçar a CPI mista do Congresso. O líder do PT na Câmara, Nelson Pellegrino (BA), disse ontem que os deputados do partido terão o seu ?incentivo? para coletar as assinaturas. ?Eu vou propor que se investigue toda a violência no campo. Se o pessoal (oposição) está a fim de investigar o problema das ocupações, a posição do PT é que tem de investigar tudo, milícias privadas, grilagens, terras públicas ocupadas, os (fazendeiros) que não pagam impostos, a omissão do Estado no combate à violência. Nós topamos investigar tudo isso.? O requerimento da base aliada tinha ontem 56 assinaturas. O mínimo necessário para a abertura de uma CPI é 171, número que os governistas pretendem atingir na próxima semana entre os 513 deputados. Já a CPI mista para investigar as invasões de terra será considerada ?criada? após o requerimento ser lido no Senado, o que deve ocorrer em duas semanas.

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