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TJ acata terceira den�ncia contra prefeito de Satuba

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ARNALDO FERREIRA O Tribunal de Justiça acatou a terceira ação judicial contra o prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes (PTB). Ontem, por maioria de votos, o TJ/AL decidiu receber a denúncia do Ministério Público Estadual contra o prefeito que agora é acusado de mandar agredir dois menores: Fábio Batista da Silva e Adriano Porciano da Silva. Mesmo assim, Adalberon acha que pode se livrar da prisão a tempo de disputar a Prefeitura de Santa Luzia de Norte. O crime de lesão corporal foi registrado no dia 27 de novembro de 2000. Segundo a denúncia, depois de Adalberon discutir com os menores, seus seguranças teriam aparecido e espancado os garotos. Se ao final do processo o prefeito for julgado e condenado no Tribunal de Justiça, estará sujeito a pena que varia entre três meses e um ano de prisão. O advogado do prefeito, Welton Roberto, ontem mesmo entrou com um habeas-corpus no TJ para tentar trancar a ação que complica a vida do seu cliente que permanece preso numa das celas do Presídio Baldomero Cavalcante. ?O prefeito Adalberon não mandou seus seguranças agredir ninguém e não tem nada a ver com este caso?, sustentou o advogado. Processos O prefeito de Satuba tem três ações ajuizadas no Tribunal de Justiça de Alagoas. A primeira, ele responde por crime de homicídio qualificado praticado contra o assessor parlamentar Jeams Alves da Silva. Segundo consta no processo, Jeams teria discutido com o prefeito que, para se vingar, teria mandado os seus seguranças (os cabos PMs Ananias Oliveira Lima e Geraldo Augusto Santos da Silva) matá-los. Os PMs também estão presos e negam o envolvimento com o crime. Jeams morreu depois de levar vários tiros numa emboscada que aconteceu no dia 29 de dezembro passado. Ainda agonizando, a vítima teve tempo de apontar o nome do prefeito e dos PMs como autores intelectual e materiais da emboscada. Por este crime, Adalberon teve a sua prisão preventiva decretada desde o dia 2 de junho. Seu advogado entrou com um recurso para tentar relaxar a prisão preventiva. ?Pelo que diz o código de processo penal, meu cliente só poderia ficar preso a 81 dias para a instrução criminal. Ele está preso a mais de 100 dias ilegalmente?, sustentou Welton Roberto que espera decisão do recurso que tramita no Supremo Tribunal de Justiça. Se for julgado e condenado, Adalberon e seus seguranças estão sujeitos a pena de até 30 anos de prisão, cada um. Professor Adalberon foi denunciado também como autor material e intelectual do seqüestro e morte do professor Antônio Henrique Costa Bandeira. A vítima foi queimada viva e acorrentada ao seu próprio carro. Antes de morrer, o professor deixou uma carta e uma fita acusando a Prefeitura de Satuba de desvio de recursos financeiros na Educação e afirmando que Adalberon tinha interesse em matá-lo. Adalberon está sendo denunciado, neste crime, juntamente com mais sete pessoas, quatro delas por envolvimento direto no homicídio que chocou o País. O TJ também julgará outro pedido de prisão preventiva contra o prefeito. Por intermédio de seu advogado, Adalberon diz que é vítima de uma perseguição política. Acredita que vai sair do processo a tempo de disputar cargo eletivo e quer lançar a mulher, de quem jura estar separado, a sua sucessão em Satuba.

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