Política
C�mara de Macei� pode ter mais 12 cadeiras de vereador
ARNALDO FERREIRA Cresce a possibilidade de a Câmara Municipal de Maceió ganhar mais 12 cadeiras, o que aumentaria de 21 para 33 o número de vereadores. O maior obstáculo é o impacto financeiro, que pode comprometer a folha de R$ 1,4 milhão por mês. Mas os defensores do projeto vêem possibilidade de aumentar o número de vereadores sem onerar a folha. De qualquer forma, o presidente da Câmara, vereador Alan Balbino (PSB) anunciou, ontem, que vai determinar a realização de estudo de impacto na folha de pagamento do Legislativo junto à Secretaria Municipal de Finanças para analisar a possibilidade de aumentar o número de cadeiras na Câmara sem comprometer o orçamento público. Balbino diz que como presidente do poder tem de colocar a matéria para ser analisada e se houver possibilidade a proposta será discutida em plenária. Observou que como presidente do poder não tem saída e não pode passar por cima de requerimentos e do colega vereador Arnaldo Fontan (PFL), quer a Câmara cumprindo o que prevê a legislação, que estabelece o número de 33 vereadores para as cidades com mais de um milhão de habitantes. ?Mas, pessoalmente, sou contra o aumento de vereadores em Maceió. Não há dinheiro suficiente para isso?. Alan observou que o aumento de vereadores pode comprometer a folha de R$ 1,4 milhão mensal do poder. 70% da folha é gasto com pessoal. População Porém, o presidente da Câmara concorda com a maioria dos colegas e também afirma que, ao contrário do que afirma o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE- ?Maceió, há muito tempo, tem mais de um milhão de habitantes. Só o IBGE não percebe o crescimento populacional da capital?. Balbino lamentou, ainda, a insistência do Instituto, que garante que Maceió tem menos de 900 mil habitantes. Os órgãos da prefeitura registram mais de 250 mil moradias. ?É só multiplicar este número por quatro pessoas que se chega à conclusão de que a cidade tem, no mínimo, um milhão de habitantes?, destacou o vereador. Êxodo ?Para acabar de vez com a dúvida vamos solicitar à direção nacional do IBGE que promova a verificação da quantidade de domicílios desta cidade?. O presidente da Câmara lembrou o crescimento do desemprego nas áreas rurais e o crescente processo migratório. ?O êxodo rural nos últimos anos fez a cidade crescer na periferia, nas grotas e nas favelas. O número de residências improvisadas na periferia é enorme e o IBGE tem de levar isto em conta?, destaca. Quanto ao acréscimo do número de vereadores, Balbino acha que a questão divide os 21 vereadores, por causa da perda de receita da prefeitura.