Política
MILITARES REJEITAM CONSTRUÇÃO DE POLICLÍNICA
Promessa do governo não é bem recebida pela categoria, que exige centro médico com enfermarias, maternidade e as especialidades
As marcações de consultas e exames do Centro Hospitalar da PM também funcionam em local inadequado: na sala do antigo cinema Floriano Peixoto, que fica ao lado do hospital. As cadeiras do antigo cinema também estão sucateadas, o palco e a tela de projeção retratam o abandono do local que era um dos mais frequentados pelas famílias dos militares e a população civil. O quadro de aviso de marcação de consultas é improvisado na parede do velho cinema.
O aposentado José Francisco dos Santos foi encaminhado por um dos médicos da saúde pública municipal para buscar consulta com urologista no Centro da PM e assim continuar o tratamento urológico na próstata. Ele continuará o tratamento com consulta e médico do SUS que atende no hospital.
As Associações dos Militares cobram do comandante- geral da PM, coronel Marcos Sampaio, a recuperação do hospital. O comandante já encaminhou o pleito ao governador Renan Filho (MDB) e ao próprio secretário de Segurança Pública, coronel PM Paulo Domingos de Araújo Lima Júnior, revelou uma fonte da PM. O governo teria prometido construir uma policlínica. Mas não disse quando.
CONCURSO
Permanece indefinido também o concurso para contratação de médicos da PM. A última seleção ocorreu em 2006, quando foram admitidos dez assistentes sociais, dez psicólogos, três médicos cardiologistas, dois médicos ortopedistas, dez odontólogos e quatro fisioterapeutas. Nos bastidores do Palácio República dos Palmares se comenta que a atual gestão estadual não pretende fazer concurso para médicos militares. A maioria dos militares rejeita a promessa do governo de construir uma policlínica e cobra o centro médico funcionando com enfermarias, maternidade e as especialidades como era, afirmou o presidente da União dos Policiais Militares de Alagoas (UPM/AL), tenente Geovane Máximo Ferreira. “Alguns colegas nos disseram que era utopia lutar pela recuperação do nosso hospital. Eles dizem que o governador não se importa com isso. Mas temos que lutar porque a maioria dos 8 mil PMs envelheceu, está doente e alguns estão desestruturados socialmente”, afirmou.
APELO
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Depois de protocolarem ofício (nº 050/19, em 20 de setembro do ano passado- protocolo 11012148, do Gabinete Civil) para o governador Renan Filho solicitando a construção de um novo hospital para a Polícia Militar e não obter resposta até hoje, a direção da UPM decidiu pedir “socorro” para 16 mil PMs da ativa, inativos e seus familiares, ao Ministério da Saúde. Outro ofício (nº 053/2020) como o mesmo teor do enviado para o governador foi enviado ao Ministério da Saúde em 27 de janeiro passado (protocolo nº 25000-011025/2020-11) e respondido pela assessoria do ministro Luiz Henrique Mandetta no mesmo dia. A assessoria além de acusar o recebimento do ofício, imediatamente respondeu que “enviamos a V. Exa [ministro] o ofício em anexo para que dentro das possibilidades seja atendido o pleito”. O documento enviado a Brasília está assinado pelo presidente da UPM, tenente Geovane Máximo Ferreira e pelo diretor social da entidade tenente Paulo Jorge Jerônimo do Nascimento. Os militares destacam, no documento, que a construção de um novo hospital representa pedido dos PMs e seus parentes, algo em torno de 80 mil pessoas. Observam que o pleito decorre da necessidade de desafogar o principal hospital pronto socorro de Alagoas, o Hospital Geral do Estado - que, segundo os militares, não dá conta da demanda atual. O mesmo acontece com as unidades de pronto atendimento (UPAs). Os militares sugerem que o novo hospital a ser construído ofereça serviços de pronto atendimento, observação, centro de terapia semi-intensiva, centro de terapia adulta capaz de atender pacientes clínicos, cirúrgicos em situação de urgência e emergência. A UPM propõe também que o novo hospital seja construído onde hoje funciona o Centro Hospitalar da Polícia Militar, ao lado da sede do Comando-Geral da PM, cujo prédio também está bastante deteriorado. Segundo o tenente Máximo, a proposta é que além dos policiais militares e dependentes, o novo hospital atenda policiais das forças públicas, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, agentes penitenciários, servidores do Detran e servidores público de um modo geral.