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Política

ÁREA DE AGRICULTURA TAMBÉM É UMA DAS MAIS PENALIZADAS

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Por Marcos Rodrigues | Edição do dia 15/02/2020 - Matéria atualizada em 15/02/2020 às 06h00

Em detalhes, para garantir visibilidade de suas ações entre janeiro/fevereiro de 2019, o governo Renan Filho liberou exatos R$ 1.693.866,78 para serem gastos pela Secretaria de Comunicação. Para o mesmo período, mesmo Alagoas ainda tendo uma vocação agrícola, a Seagri contou com apenas R$ 102.549,07, o que inviabilizou a distribuição de sementes para os pequenos produtores. Já o Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater) ganhou um pouco mais, R$ 116.559,37, o que inviabilizou, por exemplo, o planejamento para o conserto e manutenção da frota de veículos para os técnicos prestarem assistência rural. O Instituto de Terras de Alagoas (Iteral), nos primeiros meses daquele ano, teve garantido pouco mais de R$ 179.882,97, assim como a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), que garantiu apenas R$ 98.491,50. Mesmo sendo pequeno, ainda foi mais que o repassado ao Instituto de Desenvolvimento Rural de Alagoas (Ideral), que conseguiu garantir R$ 29.187,97. Na prática, somados os investimentos para todo o setor agrícola e pecuário não chegaram a 50% do que foi gasto com a comunicação, já que juntos receberam pouco mais de R$ 629 mil para iniciar suas atividades em 2019.

CULTURA

Na prática, a postura do governo em garantir divulgação e autopromoção, no ano passado, foi tamanha que até mesmo a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), no que se refere aos repasses constitucionais do Estado, também ficou abaixo do órgão de propaganda do governo e no ano passado levou apenas R$ 1.527.717,64. O desprezo foi semelhante com o ensino superior, tanto que a Universidade do Estado de Alagoas (Uneal), no mesmo período inicial de 2019, só conseguiu garantir R$ 318.592,53. O valor ficou um pouco acima do que foi repassado para a Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), para onde foram destinados R$ 294.247,01. Se nem a educação - que tem a missão de reduzir os índices de analfabetismo que colocam Alagoas na liderança negativa do setor - conseguiu sensibilizar a distribuição dos recursos, a área da cultura também não atraiu muita atenção.

A Secretaria Estadual da Cultura conseguiu garantir apenas R$ 349.188.96,00 enquanto o Fundo Cultural teve destinado R$ 93.432,41, um pouco abaixo do que foi destinado para a Diretoria de Teatros do Estados de Alagoas (Diteal), que recebeu R$ 100.547,93. MR

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